O Arco da Memória poderá ser classificado como Monumento de Interesse Público, uma vez que o Município de Porto de Mós vai solicitar a reabertura do processo.

O presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, Jorge Vala, explicou na última reunião do executivo, realizada no passado dia 14 em Alcaria, que o Arco da Memória «pela sua história, pela memória e por aquilo que significa para este território tem todas as condições para ser monumento nacional», razão por que «vamos pedir à senhora ministra da Cultura a reabertura do processo».

Depois de referir que o processo de classificação ao ser recusado «nos coloca um problema», o autarca adianta que esta decisão camarária tem a ver com «a forma como a Direção-Geral do Património não aceitou a classificação do monumento e o tempo que demorou».

Por outro lado e para que tudo corra bem, a Câmara Municipal «está a elaborar e a juntar novos elementos» e, em colaboração com a Junta de Freguesia, pretende «fazer algum melhoramento da zona envolvente», de modo a que esta pretensão «importante e significativa, possa ser levada por diante e que desta vez possamos ver este monumento classificado», disse Jorge Vala.

Recorde-se que o processo de classificação do Arco da Memória, reaberto em janeiro de 2014, foi arquivado, por despacho da diretora-geral do Património Cultural, de 9 de outubro passado, devido «a intervenção ocorrida, que descaracterizou o monumento e a sua envolvente», segundo o parecer da Secção do Património Arquitetónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura, datado de 12 de setembro último.

Esta foi a segunda vez que o processo de classificação do Arco da Memória foi arquivado, sendo a primeira em 2012. Este processo foi aberto pela primeira vez em janeiro de 1992, tendo recebido parecer favorável do Conselho Consultivo do IPPAR, datado de fevereiro de 2007, recebendo vários despachos e prorrogação até ao arquivamento de 2012.

Armindo Vieira | texto
Isidro Bento
Paulo Ascenso | foto