O Hospital de Santo André, em Leiria, vai ser o primeiro da região centro a acolher as “histórias de embalar” da Associação Nuvem Vitória. Cerca de 80 voluntários vão diariamente contar histórias às crianças internadas num total de «660 ações, o que se traduz em histórias de embalar [contadas] a 7900 internamentos ao longo de um ano», de acordo com um comunicado enviado à nossa redação.

A presidente da Associação, Fernanda Freitas, explicou a O Portomosense, que este projeto, que arrancou em 2016 com pouco mais de duas dezenas de voluntários, «conta hoje com 400, espalhados por seis centros hospitalares e duas instituições de solidariedade», com o objetivo comum de promover «o sono e o descanso, não só das crianças mas também dos seus pais». Durante a noite, «um hospital não pára, não dorme, as crianças ficam assustadas, os pais também estão mais vulneráveis, portanto é natural que seja um período pouco confortável e o que percebemos neste três anos é que a presença dos voluntários, o contar as histórias, o serenar do ambiente, ajudam, os médicos, os enfermeiros e os próprios pais dão-nos esse feedback», adiantou a presidente.

A abertura de um núcleo de voluntários em Leiria vem na sequência da vontade da associação de «descentralizar», aliada ao facto de a Nuvem Vitória ter ganho uma candidatura a fundos comunitários para trabalhar nesta zona do país. «Ficámos muito felizes quando por parte do hospital houve acolhimento para receber o nosso projeto», referiu Fernanda Freitas, que disse estar «super entusiasmada, porque vão ser muitas noites, com muitos contadores de histórias, com muitas histórias de embalar, e apesar de não ser o melhor sítio para dormir, as crianças vão gostar de dormir no hospital de Leiria».

Projetos de futuro

Com os fundos comunitários conseguidos, a Associação Nuvem Vitória vai estender a sua atuação a mais três hospitais da zona centro do país. Além disso, com a ajuda de um dos parceiros oficiais, o Lidl Portugal, serão abertos mais seis núcleos de voluntários, havendo ainda o objetivo de apoiar IPSS que recebam crianças e familiares, em estreita colaboração com os hospitais.
«Acredito que, até 2020, tenhamos cerca de 900 voluntários mas mais do que isso queremos ter muitos sorrisos na hora de dormir», rematou a presidente.