A Banda Recreativa Portomosense (BRP) levou a efeito, na tarde do passado dia 26, no Cine-Teatro de Porto de Mós, um concerto pedagógico, de modo a assinalar o Mês da Música.

Com a sala bem composta de público, em que uma boa parte eram crianças, o concerto iniciou-se com quatro elementos em palco e os restantes dispostos ao longo da sala, em duas alas, tocando um tema musical, em que no final desta intervenção todos ocuparam lugar no palco.

Após a execução do tema inicial, o maestro da BRP, Bruno Santos, explicou o motivo desta realização «comemorar o Mês da Música», destacando sempre os 211 anos da Banda, adiantou que a «intenção é também cativar elementos para a escola de música», ao mesmo tempo que dizia haver lugares vagos no palco junto dos executantes.
Antes de anunciar o tema que a banda iria apresentar, o maestro convidou cinco pessoas do público, crianças ou adultos, a ocupar as cadeiras vagas em palco, para que apreciassem «a música do lado de cá, pois deste lado vemos como o concerto é diferente», sendo que logo cinco crianças subiram a correr.

Executando temas de filmes, conhecidos de todos, a cada intervalo de execução de peças Bruno Santos ia explicando os naipes de instrumentos, nomeadamente, madeiras, metais e percussão, assim como os seus nomes e pedindo aos respetivos executantes a demonstração dos sons de cada um deles.

Ao mesmo tempo, os “componentes” voluntários, iam sendo substituídos, sendo que, nas últimas partes do concerto já eram mais de cinco, entre crianças e adultos, neste caso pais com filhos, sempre com bastantes aplausos. Ainda houve tempo para tocar o Parabéns a Você a um dos executantes que festejava o seu aniversário.
No final, o maestro voltando a lembrar que a BRP «completou em maio deste ano 211 anos de vida, sendo uma das coletividades musicais mais antigas do país», apelou a que os pais inscrevessem «os seus filhos na escola de música».

À margem do concerto, Bruno Santos, em declarações ao nosso jornal considerou «o concerto positivo» e explicou que uma das intenções era «mostrar que a banda não se compõe só por velhos, mas também por pessoas mais novas», ao mesmo tempo dar a conhecer a composição duma banda e, também o tipo de instrumentos utilizados.
Foi salutar ver a reação das pessoas «que se voluntariaram para ir ao palco e sentirem a música do lado de cá e ao lado dos instrumentos», adianta o maestro, para logo referir que a presença de público «superou as expectativas, surpreendendo-nos».

Anunciando que este tipo de atividades «vai continuar, para mostrar que as bandas não fazem só procissões», porque é necessário «cativar alunos para a nossa escola de música, porque será ela a base de sustentação da Banda e se não houver alunos na escola de música, também não haverá executantes na BRP», sublinhou.