Foto: Jéssica Moás de Sá

«Amor, respeito, união, compreensão, conexão, pura magia e momentos de terapia», é assim que Martina Silva, professora de yoga define as aulas que foram dinamizadas na Associação Serviço e Socorro Voluntário de São Jorge (ASSV), no passado dia 15. A atividade foi segmentada em três sessões distintas, a primeira destinada aos bebés entre os 2 e os 12 meses, a segunda para bebés dos 13 aos 24 meses e a última para os mais crescidos, dos 3 aos 12 anos. O babyoga é indicado para aos bebés que necessitam da presença dos pais para a realização da atividade. A partir do momento em que a criança consiga marchar pode realizar a sessão sozinha, designando-se playoga.

A instrutora considera que os benefícios «são imensos» e «visíveis quer no seio familiar, quer nas escolas e na sociedade», permitindo às crianças «adquirir ferramentas que os ajudam ao longo da vida». Martina Silva destaca algumas das mais-valias da prática: «Dormem melhor, aprendem a gerir as emoções e frustrações, desenvolvem corpos ágeis e saudáveis, aumentam a autoconfiança, autoestima e autoconhecimento». No caso do babyoga é promovido um «estímulo multissensorial» entre «pais e bebés», existindo uma «pura conexão» através do «toque, movimento, som e contacto visual».

O Portomosense falou com alguns pais que participaram nesta atividade. Alexandra Pragosa é mãe de um menino de 10 meses e queria «proporcionar uma experiência nova» ao filho, acreditando que esta prática tem um efeito positivo «na relação» com o bebé. David Faria tem um filho de 11 meses e uma filha com 3 anos e ambos participaram na aula. O pai foi também à procura de «uma experiência nova» para os filhos, porque acredita que só se eles «vivenciarem muita coisa» estarão preparados «para o futuro». Já Marta Ferreira, mãe de uma bebé de 3 meses, já era praticante de yoga e acredita que esta atividade permite que os filhos se consigam «acalmar e controlar a forma de estar na vida para mais facilmente resolverem problemas».

Sofia Ferreira trabalha no Gabinete de Apoio à Família e Comunidade da ASSV e explica que esta oferta surge para colmatar a necessidade que a instituição sentiu de ter «uma atividade para as crianças mais pequenas» que pudesse ser realizada em família e em grupo. Antes da realização das sessões, a técnica garantiu que se o «feedback dos pais fosse positivo» nesta primeira experiência, seria uma atividade para manter de forma contínua.