Foto: Jéssica Silva

Entre os dias 26 e 28 de abril, a freguesia de Porto de Mós acolheu a segunda edição do CulturalMós, anteriormente designada por Semana Cultural. Durante os três dias, o recinto das tasquinhas de São Pedro foi palco de diversos momentos musicais e não só. O artesanato, as iniciativas desportivas, os jogos tradicionais foram outras das atividades que a organização pretendeu ter no evento para assim tentar chegar a mais públicos. Para o presidente da Junta de Freguesia, Manuel Barroso, a preocupação em cativar os jovens esteve muito presente. «Na sexta-feira, o foco foi para a camada mais jovem nomeadamente até pelo conjunto que trouxe, que era um tributo aos Xutos e Pontapés, que era muito agradável», disse em declarações a O Portomosense.

Contrariamente ao ano passado, as condições meteorológicas este ano estiveram propícias ao sucesso do evento, no entanto, principalmente no primeiro dia, e na opinião do autarca «as temperaturas não estavam nada convidativas para se poder estar no recinto das tasquinhas».

Manuel Barroso faz um balanço positivo desta edição: «Eu penso que nestes dias todos, terão passado 3000 pesssoas por dia. Atingimos o objetivo, foi além do que eu contava, estava com receio de não ter tanta gente, mas foi muito bom», disse.

Contudo, nem tudo foi um mar de rosas. As festas, que já são uma tradição na vila, incluem como qualquer outra, barulho, no entanto, as reclamações do excesso de ruído não tardaram a chegar. O presidente da Junta de Freguesia aproveitou a oportunidade para tecer algumas críticas: «Há pessoas que dizem que às 23h30 tínhamos muito barulho, que estávamos a incomodar as pessoas. Eu acho que é desagradável porque não me parece que fosse isso que estava a acontecer. Eu compreendo que nem toda a gente goste das festas ou esteja de acordo com elas… Vamos tendo paciência», referiu o autarca não escondendo algum pesar pela situação.

Depois de mais uma edição é agora altura de fazer balanços e retirar algumas ilações, a diminuição do espaço para se tornar mais acolhedor e um maior intervalo entre espetáculos são alguns dos aspetos a melhorar para o próximo ano, adianta, para já, o presidente da Junta.