Foto: Alda Moreira

Porto de Mós acolheu a Festa de Natal da Delegação do Centro da Associação de Spina Bífida e Hidrocefalia de Portugal (ASBHIP) este mês, festa que se realiza anualmente, por diversos locais onde existem associados. Neste caso, foi Alda Pereira, residente na Corredoura e que já foi «dirigente» nesta associação, que esteve no comando da organização do encontro. O convívio concentrou «entre 90 a 100 pessoas» e na opinião da responsável correu «muito bem», sentido-se de «coração cheio» no balanço da atividade. A portomosense recorda que já em 2011, quando Porto de Mós acolheu o Encontro Nacional da ASBHIP havia sido um sucesso e por isso, agora, lhe foi lançado o repto para organizar mais um convívio.

Alda Pereira considera que as atividades dinamizadas foram «espetaculares». O facto do Castelo de Porto de Mós ser, agora, «inclusivo» permitiu que a maioria dos afetados com esta malformação congénita, que se deslocam em cadeira de rodas, pudessem conhecer o Castelo, tendo, ainda, os mais novos, a possibilidade de estar no Parque Infantil recentemente adaptado. Também para o público juvenil, a Câmara de Porto de Mós preparou uma sessão de cinema no Cineteatro. O «almoço partilhado» realizou-se na Escola Secundária de Porto de Mós e contou com a animação do grupo de Concertinas da Cabeça Veada. Houve ainda tempo para um lanche que culminou com a vinda do Pai Natal que distribuiu presentes pelas crianças. Alda Pereira quis frisar o seu agradecimento às entidades que apoiaram na organização: «Quero deixar um agradecimento à Câmara Municipal, à Junta de Freguesia de Porto de Mós, Irmãs Carapau que ofereceram uma panela de sopa, e ao Agrupamento de Escolas».

A portomosense, Alda Pereira, foi “forçada” a despertar para o problema do Spina Bífida porque tem uma filha com esta patologia, acreditando que, esta, ainda é desconhecida para a maior parte das pessoas. «Quando vou ao centro de saúde e digo o que a minha filha tem, muitos não sabem o que é, nem os professores, por exemplo», conta.

A Spina Bífida é uma «anomalia congénita do sistema nervoso que se desenvolve nos dois primeiros meses de gestação» e representa um «defeito na formação do tubo neural». Os sintomas são variados, dependendo do tipo de anomalia, mas manifestam-se através da «perda de função motora e sensitiva».

Nos Estados Unidos, uma em cada 1000 crianças é afetada com Spina Bífida. Relativamente à realidade portuguesa não há dados oficiais. Daquilo que conhece, Alda Pereira, aponta para, pelo menos, quatro casos diagnosticados em Porto de Mós.