Missa do Domingo de Ramos juntou multidão (foto: Isidro Bento)

As celebrações da Semana Santa em Porto de Mós, que decorreram entre os dias 14 e 21 deste mês, terminam com balanço «bastante positivo», para os responsáveis, tanto do Município como da Paróquia de Porto de Mós.
Para o vice-presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, Eduardo Amaral, esta «foi uma das formas encontrada para comemorar com dignidade este momento de reflexão e de partilha, em termos de comunidade», sendo com base nestes dois princípios que a comemoração da Semana Santa foi construída.

Depois de referir que se trata de «um momento marcante para a comunidade», o autarca enfatiza que esta comemoração em Porto de Mós «tem história e tradição», pois é «o único concelho que nunca deixou de comemorar a Semana Santa, numa perspetiva da procissão do Senhor dos Passos», sendo que, nestes dois últimos anos tem-se incluído «um conjunto de outros marcos significativos da Semana Santa de forma a dar-lhe maior visibilidade», ao mesmo tempo que «cria um momento de grande reflexão e de introspeção dentro da comunidade».

Da programação da Semana Santa, em que «a Paróquia de Porto de Mós é nossa parceira» refere o autarca, constava a realização de alguns concertos que, no dizer de Eduardo Amaral, «não se tratava de espetáculos, mas sim de momentos de reflexão, de partilha e de experiências de vida», em que pessoas desenvolvem «uma parte de terapia ocupacional e outra musical», fazendo, ao mesmo tempo «alusão ao período quaresmal».

O vice-presidente da Câmara revela que, sobretudo nos momentos mais visíveis, a procissão de Domingo de Ramos e a Via-Sacra, houve «muito mais participação que no ano anterior», e que além da participação das cerca de 100 pessoas que elaboraram o tapete de flores, «houve grande número de pessoas que se deslocou à vila de Porto de Mós, tanto do concelho como de outros pontos do país».

Para que houvesse essa presença maciça de pessoas em Porto de Mós, «contribuiu a divulgação feita por alguns órgãos de comunicação social nacional», não só pela comemoração religiosa, mas também pelas restantes atividades, como «os ovos da Páscoa e o Festival do Cabrito e do Borrego», diz Eduardo Amaral.

Cerimónias muito participadas

Também o pároco de Porto de Mós, padre José Alves, acha que o balanço das comemorações foi positivo, afirmando que «as cerimónias foram bem preparadas e bem vividas pelas pessoas que participaram nelas», tendo havido «momentos de auge, como o Domingo de Ramos, a Sexta-feira Santa, assim como a Vigília Pascal, muito importantes para as pessoas que participaram, sendo uma semana deveras interessante».

Já os concertos «tiveram a presença de cerca de cem pessoas em cada dia e isso, que é uma iniciativa do município, correu bem no geral», sustenta o sacerdote, adiantando que «não são propriamente celebrações da Semana Santa mas são integradas».

O pároco de Porto de Mós afirma que a nível do religioso as cerimónias foram marcantes, dum modo especial a Via-Sacra que «deu muito trabalho para as pessoas envolvidas, com muitos sábados e muitas noites para fazerem o melhor e fazerem algo bastante sentido e representativo da Paixão do Senhor», sendo, por isso, conseguido o efeito esperado.

Falando da parceria entre a Paróquia e o Município de Porto de Mós para a realização destas comemorações, o padre José Alves, revela que se trata de «uma parceria que ainda está em estudo», no entanto «não é uma parceria essencialmente significativa, porque para a igreja não traz quase nada de novo», uma vez que «fazemos aquilo que sempre fizemos, agora com a pompa que tem», porque sempre fizemos «as comemorações da Semana Santa, como mais ou menos impacto», sublinha o responsável pela paróquia.