O executivo da Junta de Porto de Mós quer recuperar alguns dos fontanários da freguesia e que, salvo raras exceções, ou se encontram bastante degradados ou, com o passar dos anos e a falta de utilização, foram sendo deixados ao abandono. O primeiro passo foi dado com a recuperação e requalificação de um dos fontanários de Rio Alcaide, trabalho levado a cabo pelos funcionários da Junta, e que formalmente foi dado a conhecer na cerimónia de (re)inauguração realizada a 21 de dezembro último, perante os principais responsáveis autárquicos e outros convidados.

O fontanário em causa data de 1938 e diz muito à população local, principalmente àquelas pessoas que circulando de burro ou de carroça, ou que por ali passavam com juntas de bois, paravam para dar de beber aos animais e descansar um pouco.

A intervenção teve um custo de aproximadamente 4000 euros. “Pode não ser uma obra grande em dimensão e investimento, mas foi feita pelo nosso pessoal e para nós é importante pelo valor sentimental que aquele lugar tem para quem ali parava”, diz o presidente da Junta de Freguesia de Porto de Mós, Manuel Barroso.

“Há muito que se notava que aquela e outras fontes necessitavam de uma intervenção e então o novo executivo da Junta entendeu que era a altura certa. Iniciámos por Rio Alcaide e está nos nossos planos, até ao final do mandato, intervir em, pelo menos, mais dois fontanários no Tojal que estão também bastante degradados. Embora situados um pouco fora da zona de passagem das pessoas, fazem parte da história da terra e das suas gentes e por isso queremos também recuperá-los, assim como um outro existente no Livramento”, explica.

Manuel Barroso mostra-se “bastante satisfeito com a reação das pessoas” à obra realizada e aproveita para esclarecer que “tanto o fontanário próximo do Parque Almirante Vítor Trigueiros Crespo, como a famosa fonte do Castelo, em Porto de Mós, embora, naturalmente, façam parte da freguesia estão sob a “alçada” da Câmara Municipal” e que esta conta intervir em ambos os espaços com vista à sua recuperação. “Tanto para um lado como outro existe já o projeto mas o investimento em causa seria incomportável para o orçamento da Junta”, sublinha o autarca.

isidro bento | texto
iolanda nunes