Foto: Jéssica Silva

No passado dia 27 de abril, realizou-se no Pavilhão Polidesportivo de Porto de Mós pelo terceiro ano consecutivo, mais uma Jornada da Taça de Portugal de Dança Desportiva. A organização foi levada a cabo pela Associação Portuguesa dos Profissionais de Dança Desportiva em parceria com a Federação Portuguesa de Dança Desportiva e em colaboração com a Câmara Municipal de Porto de Mós.

O evento que durou cerca de 12 horas, contou com a presença de 250 pares de bailarinos de várias pontos do país. O concurso foi dividido entre as categorias de dança standard e danças latino-americanas, nos escalões de iniciados, intermédios, pré-open, open, profissionais e profissionais master class.

Afonso e Leonor Sousa, irmãos, são o único par da competição que é natural de Porto de Mós. Dançarinos há três anos, por influência da mãe, sentem bem o peso de virem dançar à sua terra. «É especial porque é sempre um carinho pela nossa terra, mas também mete um bocado de pressão em cima, porque representar a nossa escola na nossa terra, é giro mas causa pressão», refere Leonor.

Afonso, vê nesta oportunidade algo de positivo «É uma experiência muito engraçada, é algo que posso utilizar para ajudar as pessoas a tentarem vir para a dança», refere o jovem.

Esta jornada da Taça de Portugal de Dança Desportiva contou com a presença de atletas dos 4 aos 80 anos de idade e foi um momento importante no apuramento para a final da Taça de Portugal que irá ter lugar em Oliveira de Azeméis, no dia 23 de novembro.

Para Paulo Paulino, presidente da Associação Portuguesa dos Profissionais de Dança Desportiva, a escolha de Porto de Mós para ser palco de uma prova desta natureza foi bastante refletida «Porto de Mós não estava no nosso circuito nacional e eu entendi que devia procurar algumas cidades, alguns concelhos mais distantes desta roda viva que é a dança», conta.

O feedback das pessoas não demoraria a chegar. Segundo Paulo Paulino «a primeira vez que nós fizemos o evento cá em Porto de Mós, as pessoas não conheciam. O feedback que recebi de algumas reuniões na federação é de que as pessoas agora vêm passar o fim de semana aqui, gostam dos hotéis, gostam da forma como são acarinhados».

Com movimentos certeiros, muitos dos 550 bailarinos levados pela magia da dança, treinavam minutos antes do início da competição para conseguirem fazer a melhor performance possível. Mas além do trabalho exaustivo dos atletas, houve também muito trabalho de retaguarda para dar o melhor espetáculo ao público, como explica Paulo Paulino «foi necessário contar aqui com uma série de equipas para que o som seja clean e que as luzes consigam otimizar um bocadinho este espaço frio, normalmente como é um pavilhão desportivo, mas eu acho que foi bem conseguido», conclui o responsável.