Foto: Jéssica Moás de Sá

Depois do segundo lugar conquistado no campeonato distrital, a Mendiga marcou presença na final da taça do distrito de futsal, frente ao Gaeirense. A final, disputada no Pavilhão Municipal da Nazaré, no passado dia 26 de maio, não ficou decidida na fase regulamentar.

O Gaeirense começou melhor a partida, com mais posse e melhor circulação de bola, aproveitando, ao minuto 3, duas perdas de bola da Mendiga para inaugurar o marcador por intermédio de André Ferreira.

A equipa concelhia equilibrou o jogo até final da primeira parte e conseguiu empatar. O capitão Hugo Santos aproveitou um ressalto na área depois da conversão de um livre para marcar. A Mendiga ainda viu a equipa de Óbidos falhar uma grande penalidade.

Na segunda parte houve mais um golo para cada lado, num período em que as equipas se voltaram a igualar, tanto a nível tático como nas oportunidades criadas. Foi a Mendiga a primeira a adiantar-se no marcador, beneficiando de um auto-golo de Rui Gageiro em quem a bola embateu depois de ir à trave. O Gaeirense reagiu e esteve perto de marcar, mas o poste esteve do lado da equipa do concelho. No entanto, o empate viria mesmo a acontecer, numa boa jogada em tabela que culminou num golo apontado por Filipe Pinheiro. Na fase regulamentar nenhuma das equipas atingiu as cinco faltas, no entanto as faltas acumuladas seguiram para o prolongamento, que se revelou um teste aos nervos dos adeptos de ambas as equipas, que encheram o Pavilhão na Nazaré.

O jogo tornou-se mais intenso e disputado, sendo mais visíveis os nervos dos jogadores, que já acusavam algum cansaço. A intensidade trouxe mais erros disciplinares e o Gaeirense atingiu a quinta falta ainda na primeira parte do prolongamento. A pouco tempo do final deste primeiro tempo, a Mendiga tive direito a um livre de 10 metros, depois do guarda-redes adversário ter levado amarelo por uma entrada dura fora de tempo. Era a sexta falta para o Gaeirense. Hugo Santos não falhou a oportunidade e permitiu que a Mendiga fosse a vencer para o intervalo do prolongamento.

No segundo tempo, mais cambalhotas no marcador estavam por vir. O técnico do Gaeirense a perder por 3-2, decidiu utilizar o sistema de guarda-redes avançado a 3 minutos e meio do final da partida. A tática deu frutos e o Gaeirense voltou a empatar a partida. Já sem guarda-redes avançado, mas numa jogada de inspiração coletiva, Filipe Pinheiro tabela com Marco Oliveira e recebe mais à frente para finalizar a jogada, picando por cima do guarda-redes. Faltam nesta altura 2 minutos para terminar o jogo e o Gaeirense vencia por 4-3. No entanto, o marcador ainda não estava fechado. Quando faltavam apenas 27 segundos para o fim, César Sousa no papel de guarda-redes avançado leva a decisão para as grandes penalidades.

Nos penáltis, ambos os guarda-redes defenderam uma bola e foi Pedro Candeias, jogador da Mendiga, ao falhar a baliza que permitiu a festa da equipa de Óbidos. O resultado final foi 6-5.

Reações

O presidente da Mendiga, António Manuel, em declarações a O Portomosense confessa que «não esperava» perder a final da Taça, mas frisa que foi um jogo entre «duas das melhores equipas do campeonato». O dirigente reforçou que o Gaierense «é uma das equipas mais experientes das distritais» e por isso a Mendiga tinha «noção que ia ser um jogo muito difícil». O presidente considera ainda que foi um «dos melhores jogos» que viu esta época. Na opinião de António Manuel, o Gaierense «não foi melhor que a Mendiga», porque «quando há um desempate por penáltis» significa um jogo «minimamente equilibrado».