Foto: Catarina Correia Martins

Foi apresentada na última sessão da Assembleia Municipal, a 27 de junho, a lista candidata aos corpos sociais da comissão de utentes Ur’gente. À cabeça, como presidente da direção, vem Ana Margarida Amado, uma das principais impulsionadoras da criação da comissão, tendo desde o início dado a cara pela mesma. Logo de seguida, como vice-presidente, está Susana Reis. João Gabriel ocupa o lugar de secretário e Hélder Paulo o de tesoureiro. A compor a direção estão ainda Lúcia Rosa, João Meneses e Célia Rosa, como vogais. José Gabriel Vala ocupa o lugar de presidente da Mesa da Assembleia Geral (AG) e Mário Januário o de presidente do Conselho Fiscal (CF). Dos órgãos sociais fazem ainda parte Samuel Costa (secretário da AG), Mário Cruz (vogal da AG), Jorge Manuel da Costa (relator do CF) e Sandrina Durão Martins (vogal do CF).

Ana Margarida Amado começou por explicar que esta é uma associação «sem fins lucrativos, que tem uma abrangência local e que pretende ajudar a melhorar a interação do utente com os serviços de saúde». A candidata a presidente disse ainda que a lista tem duas atividades programadas, a primeira é «a elaboração de um livro branco que vai compilar o verdadeiro estado da saúde no concelho». Para isso, contam com a colaboração das Juntas de Freguesia que estão «na primeira linha de contacto com as populações», mas também, para que o relatório «tenha um caráter científico», com a Escola Superior de Saúde do Politécnico de Leiria (ESSLei).

As conclusões seriam apresentadas na segunda atividade referida: um debate sobre os prós e os contras das Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) e das Unidades de Saúde Familiares (USF), «tendo em conta os contextos sócio-demográfico e geográfico que caracterizam o concelho». Esta discussão envolveria o poder político local, utentes dos dois modelos, profissionais das UCSP e das USF, organizações como a Ordem dos Médicos e/ou dos Enfermeiros, Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, instituições de solidariedade social e a ESSLei. A terminar, Ana Margarida Amado salientou que «a intenção é recolocar o utente no coração do sistema de saúde local».
João Gabriel apresentou a lista referindo que a sua constituição obedeceu a alguns critérios como a honorabilidade, «critério que é válido para qualquer instituição»; competência, ou seja «a mais-valia que as pessoas podem traz à associação nesta atividade voluntária e altruísta no sentido de contribuir para ajudar a resolver um problema»; e por fim o fator local, tendo a lista elementos de diversas freguesias – Alqueidão da Serra, Porto de Mós, São Bento, Serro Ventoso, Alvados e Alcaria e Mira de Aire. «O facto da Mesa da AG ser constituída por membros da Assembleia Municipal é uma honra para nós, enquanto associação, mas é também um sinal que damos para fora do concelho, para quem tem de decidir a política de saúde da nossa terra, que é perceberem que estamos unidos. Essa unidade, vista de fora, mete respeito», afirmou.

As eleições realizar-se-ão em Assembleia Geral, no próximo dia 19 de julho, sendo esta a única lista candidata.
Três novas médicas para o concelho

Na mesma sessão, questionado por vários presidentes de Junta sobre a situação da falta de clínicos no concelho, o presidente do Município, Jorge Vala, esclareceu que já terminou o concurso nacional para a colocação de médicos de família, tendo sido preenchidas apenas 75% das vagas. «No concelho de Porto de Mós foram colocadas três médicas, duas para a UCSP e uma para a USF, como estava previsto», revelou. O contrato foi assinado na passada segunda-feira, dia 1 de julho e a previsão era que duas delas começassem a trabalhar logo no dia seguinte, sendo que a terceira só entrará ao serviço duas semanas depois, por estar de licença de casamento.

As médicas, «todas do norte do país», serão distribuídas da seguinte forma: uma para a União de Freguesias de Arrimal e Mendiga, outra para o Centro de Saúde de Porto de Mós, em substituição de um outro clínico que pediu mobilidade, e outra ainda para a USF Novos Horizontes.

O autarca não deixou de fora a questão do Alqueidão da Serra e revelou que na reunião com a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), que no dia 12 de junho esteve de visita ao concelho, se concluiu que «a médica que está colocada no Alqueidão da Serra não pode ser substituída porque está de baixa prolongada». Assim, a solução encontrada passará por, ou o Município ou a ARSC, contratar um médico para ocupar esse lugar enquanto a situação se mantiver. «O médico que poderia ser possível contratar do lado da procura da Câmara não aceitou; do lado da ARSC não se vislumbrou ninguém», informou Jorge Vala, que avançou, de seguida, que surgiu uma terceira opção: «Uma médica que concorreu para o concelho e que não foi colocada, mas que ficou na ARSC e, por isso, é possível, com boa vontade, tentar que venha para o Alqueidão da Serra».