Foto: Jéssica Moás de Sá

Porto de Mós candidatou-se ao programa de concessão de incentivos financeiros para a construção e modernização de Centros de Recolha Oficial de Animais de Companhia, que foi lançado em 2018, e soube agora que foi um dos municípios eleitos para receber estes apoios do Governo. «Os projetos selecionados vão celebrar um contrato-programa no âmbito da cooperação técnica e financeira entre a Administração Central e o setor local», divulgou em comunicado o Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural.

Em declarações a O Portomosense, o presidente da Câmara de Porto de Mós, Jorge Vala, afirma que este desfecho vai «ao encontro das expectativas» do Município, porque o «Centro de Recolha Oficial foi feito com todas as exigências da Direção Geral Veterinária» e «em linha com aquilo que é uma infraestrutura e adequada à nova legislação».

O Governo vai conceder mais um milhão de euros aos 16 municípios e quatro agrupamentos de municípios que vão receber este apoio. No caso de Porto de Mós, apesar da Câmara ainda não ter recebido «os termos do protocolo», o presidente calcula que o «valor da comparticipação deva rondar entre os 50 e os 60 mil euros». Esta não é uma «comparticipação direta em função do que se gasta, mas sim em função da capacidade» que o centro tem para recolher os animais, explica Jorge Vala. A capacidade do Centro de Recolha que Porto de Mós vai implementar «enquadra-se nos valores máximos para infraestruturas promovidas por um Município sozinho», esclarece o autarca. O Município não teve a possibilidade de fazer uma candidatura conjunta porque os «concelhos contíguos já tinham» este serviço, conclui Jorge Vala.

O Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia do concelho «já está em fase de acabamentos», localiza-se na Zona Industrial de Porto de Mós e vai entrar em funcionamento «logo que a obra esteja concluída», garante Jorge Vala. O Município está «a trabalhar no modelo de gestão» e já fez «uma candidatura a estágios profissionais» para encontrar profissionais na área veterinária, explica o presidente. Falta apenas «reunir com a sociedade civil» que tem «um papel muito importante em conjunto com os profissionais» para se «criar um movimento de voluntários» para a recolha de animais, salienta o autarca.

Jorge Vala admitiu ainda que a Câmara «recebe muitos pedidos para a recolha de animais abandonados», porque há «pessoas sensíveis a estas questões». O presidente alerta para a «frequência com que são abandonados os animais de companhia, sobretudo cães».

Do distrito de Leiria vão ser ainda apoiados o município de Peniche e o agrupamento de municípios de Bombarral-Cadaval.