Tapete de flores foi feito pela segunda vez (foto: Isidro Bento)

O Domingo de Ramos é o começo da Semana Santa, a chamada Semana Maior, que antecede a Páscoa e em Porto de Mós é também, desde há dois anos, o arranque para um conjunto de iniciativas culturais e cerimónias de caráter religioso promovidas numa parceria entre a Paróquia e o Município e aos quais se junta o grupo de teatro de Leiria, Leirena.
A Procissão dos Ramos voltou, este ano, a ser um dos pontos altos das cerimónias da Semana Santa, atraindo centenas de pessoas à vila de Porto de Mós não só para tomarem parte na cerimónia religiosa mas também para apreciarem um imponente e belo tapete de flores “montado” por um vasto grupo de voluntários de diversas idades e oriundos de várias freguesias do concelho, na ponte à entrada a vila.

A evocação da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém começou precisamente aí e estendeu-se, depois à zona central da vila. À passagem pela Igreja de São Pedro foi feita a bênção dos ramos e lida a primeira leitura da missa solene. A procissão seguiu depois por algumas ruas da vila e culminou no largo frontal à Igreja de São Pedro onde teve lugar parte significativa da missa.

Depois desta cerimónia que, tanto ao longo de todo o percurso assim como na celebração reuniu bastante gente, realizaram-se diversas atividades durante a semana, na igreja de São Pedro. Assim, na segunda-feira, teve lugar o evento Encanto, em que os contratenores Luís Peças e João Paulo Ferreira, fizeram uma fusão do canto lírico com o barroco, sendo bastante aplaudidos pelo público presente. Na terça-feira realizou-se um concerto, denominado despertar de emoções, com André Viamonte, que encantou. O teatro A Corda, levou a efeito na quarta-feira, o espetáculo AD Lucem, com uma magnífica interpretação da atriz Maria Emília Correia.

Foto: Isidro Bento

Chegados à Sexta-feira Santa, a meio da tarde, realizou-se a Via Sacra ao vivo, a partir da igreja de São Pedro culminando no Castelo, primeiro, cá fora, com o recrear da crucificação de Jesus e, depois, no interior, o seu enterro, dois dos momentos mais tocantes desta evocação e aos quais poucos ficaram indiferentes. Pelo meio, e sempre na presença de muitos fiéis e público em geral, foram percorridas as 14 estações da Paixão de Cristo e recriados alguns dos momentos mais simbólicos desta caminhada, o que conferiu ao ato um simbolismo especial e, tal como o pároco local, Pe. José Alves, sublinhou mais tarde, a iniciativa foi sempre vista pelo grupo organizador como algo bem mais importante e simbólico que uma mera recriação histórica.

Embora não existam números oficiais, esta terá sido a atividade inserida no programa de celebração da Semana Santa, que mais gente juntou. Os dois momentos de maior relevo desta Semana Santa tiveram a participação de um grupo vasto de voluntários.

No sábado à noite realizou-se a Vigília Pascal de modo a assinalar a Ressurreição de Jesus Cristo, sendo que, a Eucaristia do Domingo de Páscoa, na manhã do dia 21, encerrou as comemorações da Semana Santa em Porto de Mós.