No passado dia 22 de dezembro, a freguesia de Serro Ventoso esteve na XIX Feira de Nadal do Galo e Galiña de Curral, em Vila de Cruces, Pontevedra (Espanha), para um intercâmbio gastronómico em torno do galo. Depois de em novembro último, uma comitiva deste concelho espanhol se ter deslocado a Serro Ventoso para participar no Festival do Galo, foi a vez de o presidente da Junta, Carlos Cordeiro, e o chef José Maria Moreira, da Escola Profissional Infante D. Henrique, no Porto – que já é presença habitual no Festival do Galo em Serro Ventoso enquanto visitante –, convidados pelo Alcalde espanhol Jesús Otero Varela, irem à Galiza, desta feita cozinhar o Galo de Cabidela, juntando-se a mais 14 restaurantes locais que confecionam de várias formas o Galo de Curral.

O autarca serrano, em declarações a O Portomosense, diz que “foi espetacular” e que “eles ficaram muito contentes de ter lá Portugal”. Apesar de o evento ser semelhante àquele que se realiza em novembro, no concelho de Porto de Mós, há algumas diferenças apontadas por Carlos Cordeiro: “Lá, os restaurantes é que confecionam a comida e é tudo de borla. Serve para que os restaurantes se auto-promovam”, além disso é feito o “mercado dos galos”, “têm galos mortos para vender. Quem vai, além de comer pode levar para casa”. Mas nem só de comida de faz este certame, “têm, entre outras atividades, um workshop com galos em barro, em que as crianças são convidadas a pintá-los”, que “é fantástico”, afirma o presidente da Junta, que não se poupa nos elogios à organização.

A comitiva de Serro Ventoso cozinhou então o Arroz de Cabidela, com galo, um prato novo em terras espanholas. “As pessoas lá não acham muita graça ao sangue, mas se não dissermos que o tem, querem provar e depois dizem que é bom”, conta Carlos Cordeiro, acrescentando que fizeram um tacho do qual não sobrou nada, como aliás, ressalva, aconteceu com todos os restaurantes presentes. De Portugal, este festival teve também chamuças, rissóis e chouriço de galo – “ficaram todos contentes” – não esquecendo os galos de barro que Carlos Cordeiro ofereceu a todas as outras entidades presentes no certame.

O autarca afirma que este intercâmbio “é muito importante, é feito de partilhas”: “Nós tiramos ideias deles, eles tiram ideias nossas”, refere. E esta troca de experiências está longe de ser dada por terminada, o presidente da Junta de Serro Ventoso adianta que está a pensar organizar uma excursão para participar no Festival do Galo de Vila De Cruces que se realiza no início de junho: “Como é perto de Santiago de Compostela, aproveitamos e visitamos as duas coisas”, avança.

Co-Autor: Isidro Bento