Saíram da freguesia de Serro Ventoso, na manhã do passado dia 8 de junho, em direção a Vila de Cruces, na província de Pontevedra (Espanha) com um objetivo em mente: marcar presença na XXVI Festa Gastronómica do Galo de Curral. O grupo, com cerca de 30 pessoas e organizado pelo presidente da Junta de Freguesia de Serro Ventoso, Carlos Cordeiro, rumou a Espanha, a convite do Alcalde espanhol Jesús Otero Varela. Convite esse que surgiu no decorrer do Festival do Galo realizado em Serro Ventoso, em novembro passado e que acolheu mais de 50 pessoas vindas do país vizinho.

Pela segunda vez na Galiza no âmbito de um festival relacionado com o galo, Carlos Cordeiro, em conversa com O Portomosense, salienta que este intercâmbio gastronómico é visto como uma «partilha de experiências» e considera que é «gratificante para todos». Além disso, é também uma forma de levar as pessoas da freguesia para que estas «se apercebam de como é que as coisas são lá» e explica como tudo se procedeu: «Fiz o convite, aluguei um autocarro que nós oferecemos e as pessoas depois pagaram a estadia e a alimentação».

O autarca confessou que o seu maior receio teve a ver com os preços da comida porque não sabia como é que as pessoas iam reagir aos valores, normalmente mais altos, que são praticados em Espanha. No entanto refere que, depois de as «pessoas comerem com a qualidade que comeram», afirmaram não considerar que o preço tivesse sido caro. Na sua opinião, as refeições são mais caras porque os espanhóis «promovem a qualidade» e baseam-se em alimentos «produzidos ruralmente».

Sobre os pratos que degustou durante o festival, o autarca desdobra-se em elogios e refere que, desde croquetes de galo, pimentos recheados com galo e até ovos mexidos com galo, as pessoas tiveram oportunidade de provar os mais variados tipos de pratos, em que o galo era o elemento principal. Mas como nem só de gastronomia se fez esta viagem a Espanha, ainda houve tempo para visitar Santiago de Compostela, antes do regresso a casa no domingo, dia 9 de junho. O autarca faz um balanço positivo da experiência e salienta que foi «um fim de semana interessante» e que lhe provocou momentos agradáveis.

Carlos Cordeiro teceu ainda algumas critícas ao facto de no concelho de Porto de Mós não haver preocupação em promover o que é rural, algo que acontece no país de nuestros hermanos. «Aqui fugimos um bocadinho do rural, parece que está a cair em desuso o que é produzido de forma tradicional, por exemplo as zonas serranas estão a ficar completamente ao abandono porque quase ninguém produz produtos de qualidade», conclui.