Como tem sido largamente anunciado, está a decorrer desde o passado dia 9, na vila de Porto de Mós o Festival de Teatro Teatremos, em 14.ª edição.
Depois da apresentação da peça estreante Nuas ou acorrentadas?, da autoria de Miguel Ruivo Duarte, pela Companhia Rituais Dell Arte, em sessão dedicada ao Dia da Mulher, que teve lugar no primeiro dia, foi a vez de outras representações que ocorreram nos passados dias 16, 22 e 23.

Assim, o Grupo de Teatro de Leiria TE-ATO apresentou no dia 16, a peça O fio da linha do horizonte. Trata-se de uma peça que conta a história de «um homem que olhou para a mão como se fosse a primeira vez».

A ação desenvolve-se numa caixa de pintura «povoada que é com as imagens que ali vivem, tal como num prédio onde cada um convive consigo no meio dos outros. E porque a intimidade de cada inquilino se fala, é de um modo íntimo que se conta a história e os seus conflitos».

É um espetáculo onde há apenas o contador da história, uma luz e um espaço para preencher.
No dia 22 foi a vez do Núcleo de Teatro do Instituto Educativo do Juncal apresentar a peça Leandro da Helíria, onde se conta a história de um rei que tinha três filhas.
«Na sequência de um sonho, resolve entregar o reino à filha que demonstrar ter-lhe maior amor. “Quero-vos como a comida quer ao sal”: assim definiu a princesa Violeta o amor a seu pai. Leandro, não percebendo o significado das palavras da filha, acaba por tomar a pior das decisões, da qual acaba por se arrepender, percebendo que Violeta tinha sido a única merecedora da sua generosidade. Vítima do próprio orgulho e castigado com a cegueira, o rei expia as culpas, mergulhando na miséria, ainda que sempre acompanhado do seu fiel Bobo. No fim, passados anos, reencontra Violeta, que lhe demonstra, com um banquete “especial”, o verdadeiro significado das palavras usadas no passado».

Coube ao Grupo de Teatro de Mira de Aire Um Par de Cinco, apresentar no dia 23, a peça Feliz Idade. Nesta representação questiona-se se será que a melhor idade é mocidade? Ou será que só somos realmente felizes quando atingimos o pico da mocidade? Será que o fim da vida é assim tão mau? No fundo verifica-se que o dia-a-dia é tudo menos aborrecido. Entre surdez, cusquice e muito mal dizer, existe muita alegria e felicidade.

O 14.º Festival de Teatro Teatremos encerra no dia 30, com a representação da peça Inês conta a sua História, pelo TRUPÊGO – Grupo de Teatro de Porto de Mós.
Os espetáculos têm lugar no Cine Teatro de Porto de Mós, pelas 21h30, e as entradas são gratuitas.

armindo vieira | texto