Foto: Armindo Vieira

O Rancho Folclórico Luz dos Candeeiros, de Arrimal, da União de Freguesias de Arrimal e Mendiga, levou a efeito no passado dia 26 de maio, o seu XXXI Festival Nacional de Folclore que reuniu alguns dos mais prestigiados agrupamentos folclóricos do país.

A anteceder o festival, teve lugar a tradicional entrega de lembranças a cuja cerimónia presidiu o vice-presidente e responsável pela Cultura da Câmara Municipal de Porto de Mós, Eduardo Amaral, acompanhado do presidente da União de Freguesias de Arrimal e Mendiga, Jorge Paulo Carvalho, do representante da Federação do Folclore Português, José Vaz, do presidente da Associação Folclórica da Região de Leiria – Alta Estremadura, Adélio Amaro, e da vice-presidente do grupo anfitrião, Ana Rita Leitão.

Na altura dos discursos, todos elogiaram o trabalho desenvolvido pelo Rancho Luz dos Candeeiros, tendo Eduardo Amaral referido que o grupo de Arrimal «está no bom caminho da divulgação dos usos e costumes do concelho, levando-os por todo o país e estrangeiro». Antes, porém, Ana Rita Leitão explicou que este festival é «um momento de convívio e amizade», sendo que, o trabalho que o rancho a que preside desenvolve, é fruto de «muito cansaço».

Durante a tarde realizou-se o festival propriamente dito, com as atuações dos grupos que vieram das diversas regiões do país. Abriu o espetáculo, porque dum espetáculo se tratou, o Rancho anfitrião, que ali apresentou algumas danças e cantares recolhidos naquela zona serrana do concelho de Porto de Mós. Vindo do Baixo Minho, o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia, concelho de Esposende, trouxe com ele a «autenticidade da faina agro-marítima que representa, a apanha do sargaço e as danças e cantares que lhe estão ligados». Chegou também ao palco de Arrimal, o Rancho Folclórico de Passos de Silgueiros, Viseu, que representava a região de Dão Lafões e que nasceu em 1978 com a finalidade de recolher, estudar, conservar e divulgar o máximo possível dos interessantíssimos aspetos da etnografia local. Em representação do Alto Alentejo esteve o Grupo Folclórico e Cultural da Boavista, Portalegre, que trouxe ao concelho de Porto de Mós, um pouco do usos, costumes e tradições das gentes serranas de São Mamede. Seguiu-se o Rancho das Lavradeiras da Trofa, do Douro Litoral, que trouxe a Arrimal a recriação de uma romaria, em que não faltaram a vendedeira de tremoços, o vendedor de moinhos de papel, os “robertos” para alegria da pequenada, uma pequena taberna de feira e até o jogador da “vermelhinha” que abandonou o local ao aproximar da polícia. Encerrou este desfile folclórico o Grupo Folclórico do Centro e Convívio de Abitureiras, Santarém, que ali mostrou algo do norte de Santarém, sobretudo da margem direita do Rio Tejo, uma região bem característica, tanto pela sua paisagem, como pelo conjunto de hábitos e costumes específicos do povo que ali habita.