O concelho de Porto de Mós tem, desde há duas semanas, 42 refugiados timorenses que eram sem-abrigo em Lisboa, revelou o presidente da Câmara, Jorge Vala, na última reunião pública do executivo. Os cidadãos, «bastante jovens», chegaram ao abrigo de um acordo com o Alto Comissariado para as Migrações e a MoviJovem e, segundo o autarca, além de já estarem registados, encontram-se também a ser acompanhados.
Jorge Vala afirma que os jovens timorenses já expressaram a vontade de permanecer no concelho, mas ressalva que, para isso acontecer, «têm que ter alguma disponibilidade para integrar o mercado de trabalho», lembrando a falta de mão-de-obra existente na região. Nesse sentido, ainda durante a semana passada, houve uma reunião entre o Município, a Segurança Social e alguns empresários, tendo um dos quais mostrando-se disponível para «poder dar trabalho a 15 timorenses». «A garantia que tem que existir da parte dos empresários é dar-lhes residência», frisou. «Estamos a trabalhar no sentido de ser parte facilitadora para estes timorenses», acrescentou.
Este grupo de cidadãos faz parte de um grupo maior, de largas centenas, que chegou a Portugal, em outubro do ano passado, atraído por falsas promessas de trabalho. «Inicialmente vieram para um concelho do Alentejo e depois foram sendo empurrados para aqui e para ali. Finalmente foi dado um rumo, distribuindo-os pelas pousadas de juventude do país e aqui na nossa região estão na Pousada da Juventude de Alfeizerão», contextualizou o autarca.




