
Na segunda vaga da pandemia de Covid-19, tudo mudou para Angélica Gameiro. Houve um momento para dizer “chega!” e abraçar um sonho. Natural de Leiria, foi no concelho de Porto de Mós, mais precisamente na Marinha da Mendiga, que materializou esse sonho, um sonho que tem nome: Casa da Cisterna Velha, um alojamento rural. «Estava na gaveta há algum tempo, porque gosto muito de receber e conhecer pessoas e a pandemia deu-me a volta, foi o pior e o melhor que aconteceu a muita gente, deu para refletir sobre o que realmente queremos», sublinha. Despediu-se, vendeu um apartamento que tinha, pediu um empréstimo ao banco e hoje “vive” disto. «Trabalhei 23 anos como técnica de ótica e uma vez estive duas horas ao telefone com uma cliente (em que não foi bem tratada) e quando desliguei disse “já não tenho capacidade para estar atrás de um balcão, para atender o público”», conta.
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Tags: Angélica Gameiro | Casa da Cisterna Velha | Construção | COVID-19 | Exclusivo | Suplementos
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