Ponto de situação no concelho de Porto de Mós na sequência da depressão Kristin (31 de janeiro)

31 Janeiro 2026

Texto

Isidro Bento

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O fornecimento de água ao domicílio já foi reposto em todo o concelho adianta a O Portomosense, o Vice-presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, Eduardo Amaral.

Em declarações ao nosso jornal,o responsável mostra-se «bastante satisfeito» por, finalmente, haver condições para fazer chegar a toda a população «um bem que é essencial à vida humana». O autarca refere que «o sistema já está todo funcional» graças à instalação de geradores nas estações de captação e nas estações elevatórias de forma a encher os depósitos. No entanto, «como é muita água» e o sistema, por si só, demoraria muito tempo a repor os caudais, a Câmara está «a recorrer à ajuda dos bombeiros. Esse trabalho irá continuar «durante toda a noite de hoje e no dia de amanhã», domingo.

Entretanto, como se prevê que nos próximos dias «possa haver ainda alguns picos de energia porque a rede está fraca e é esperado vento forte, foi decidido manter todos os geradores em funcionamento mesmo nos locais onde já há energia elétrica e assim, desta forma, conseguir garantir que a rede está coberta», diz.

No mesmo dia em que foi possível resolver a questão do fornecimento de água, Eduardo Amaral não esconde a mágoa pelo furto dos cabos elétricos e do gasóleo do gerador que mantém em funcionamento a principal estação de abastecimento de água do concelho, nos Casais de Matos (Calvaria de Cima).

O Vice-presidente fala de um «percalço» num trabalho em que tantos estão empenhados há vários dias lamentando profundamente «que hajam pessoas que continuam a viver da desgraça dos outros». Perante isto, adianta, vai haver «vigilância apertada» aos vários postos do concelho contando para isso com um «patrulhamento de proximidade feito pela GNR» e também com a colaboração de militares do RA4 de Leiria «e de alguns voluntários que se disponibilizaram».

Ainda relativamente ao dia de hoje, sábado, 31, refere «várias ocorrências com algumas quedas de árvore sobretudo sobre postes de eletricidade». Com a colaboração da E-Redes «está a ser feito o levantamento e georreferenciação de tudo o que são postes de média e de baixa tensão que se encontrem derrubados para que o restabelecimento de energia possa ser o mais rápido possível».

«Tivemos também de proceder ao derrube de uma casa [não de primeira habitação] cujo o telhado foi arrancado e as paredes apresentavam grandes fissuras. Tendo em conta que se prevê que venham aí novamente dias de muita chuva foi acordada a sua demolição», explica.

Tudo aponta, de facto, para um fim de semana muito chuvoso e com vento com alguma intensidade pelo que vários dos trabalhos procuraram criar as condições para minimizar eventuais estragos e garantir a segurança da população.

Tal como ontem, após a reunião diária da Proteção Civil, o Vice-presidente da Câmara voltou a assegurar que há toda «uma estrutura de comando» montada com os bombeiros, sapadores florestais e funcionários do Município, e que estes se têm revelado peças fundamentais «num trabalho colaborativo que é, no fundo, prestar serviço público à nossa comunidade, com muito orgulho, sem exageros nem atropelos, com muita boa vontade e esforço e, também importante, com meios locais». «Com pouco, fizemos muito”, frisa o responsável não deixando de realçar que nada disto substitui os laços de boa vizinhança, pelo que apela a que cada munícipe se mantenha atento às necessidades dos seus vizinhos e procure ajudar no que for necessário.

Foto | Isidro Bento

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