Ponto de situação no concelho de Porto de Mós na sequência das tempestades (8 de fevereiro)

8 Fevereiro 2026

Texto

Isidro Bento

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A depressão Marta que atingiu ontem o território nacional veio agravar a situação do abastecimento de energia elétrica e de água nas zonas que tinham sido afetadas pela depressão Kristin e o concelho de Porto de Mós não escapou.

De acordo com o Vice-presidente da Câmara, Eduardo Amaral, depois do sistema elétrico ter sido fortemente afetado na sequência da depressão Kristin, tem vindo a sofrer reparações de modo a poder funcionar mas, em muitos casos, são soluções de recurso, pelo que revelam a sua fragilidade em situações como as que ocorreram com a depressão Marta que voltou a assolar o território com ventos fortes e muita chuva.

Em consequência da nova tempestade, a luz que já tinha chegado à maioria das zonas do concelho que ainda estavam sem esta há longos dias, voltou a faltar. Assim, boa parte das aldeias da freguesia do Alqueidão da Serra voltaram a ficar às escuras e o mesmo aconteceu com várias povoações junto à EN8, e nas freguesias de Calvaria e Juncal.

De acordo com dados da E-Redes há hoje cerca de 1 800 habitações sem luz no concelho. Eduardo Amaral reconhece que é um retrocesso agora que se estava mais perto de conseguir a normalidade possível, no entanto, mostra-se confiante de que algumas destas localidades possam voltar a ter energia ainda esta noite.

O colapso parcial estendeu-se ao sistema de fornecimento de água ao domicílio, agravado com uma rutura grave no depósito da Corredoura que deixou parte das freguesias de Porto de Mós, Pedreiras e Calvaria de Cima, sem água. Em consequência disto, há falhas de água em alguns locais, nomeadamente, nas zonas afetadas pela rutura da Corredoura uma vez que embora já esteja solucionada, é necessário algum tempo para que os depósitos tenham o nível suficiente de água para depois ser distribuida pelo sistema, esclarece o autarca.

No ponto de situação diária, o responsável autárquico recorda que devido ao deslizamento de terras, quedas de árvores e inundações há várias vias condicionadas ou mesmo encerradas ao trânsito, pelo que apela ao maior cuidado possível. A mesma recomendação é também para a circulação junto a rios e ribeiras. Eduardo Amaral lembra, ainda, que tanto as limpezas como os trabalhos de casas e propriedades afetadas pela depressão Kristin devem ser feitos com o máximo de cuidados para que não ocorram mais acidentes graves como já aconteceram no país e no próprio concelho.

Quanto aos resíduos resultantes dessas limpezas o pedido repete-se: não os deitem em pinhais ou na serra como já tantas vezes isso acontece, mas em estruturas destinadas para esse efeito que cada Junta de Freguesia já tem ao dispor dos seus fregueses.

 

Foto | Jéssica Silva

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