Porto de Mós acolhe reunião da CIMRL com a Ministra do Ambiente e Energia

13 Março 2026

Isidro Bento

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho visitou hoje a região de Leiria tendo, no final, reunido em Porto de Mós com o presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL), Jorge Vala.

Após o encontro, o também presidente da Câmara de Porto de Mós, em declarações aos jornalistas, começou por agradecer a presença, mais uma vez, da ministra na região sublinhando que é muito importante para a região que esta mantenha este contacto mais direto e interessado. Elogiou também a presença quase diária do respetivo secretário de Estado.

De acordo com o presidente da CIMRL, «estamos na fase de reerguer a região de Leiria e para isso tem de haver uma mobilização nacional porque são precisos todos para essa tarefa». Nesse sentido, disse, para já, é fundamental o apoio financeiro por parte do Governo e depois pôr em prática o programa PTRR «de forma a tornar o território substancialmente mais resiliente do que era».

Jorge Vala referiu como temas mais importantes tratados na reunião, a valorização dos resíduos resultantes da tempestade, a discussão sobre um plano de recolha dos resíduos resultantes da tempestade, o pedido de suspensão da taxa de gestão de resíduos e os prejuízos causados nos leitos dos rios e nas praias fluviais da região.

A ministra fez um balanço extremamente positivo desta reunião explicando que serviu, entre outras, para que o governo tomasse contacto com algumas realidades que não estavam no seu «radar» como é o caso dos problemas causados nas praias fluviais. A governante disse concordar com a suspensão da taxa de gestão de resíduos e afirmou ver com muito bom grado a disponibilidade da CIMRL para lhe apresentar um plano de recolha dos resíduos.

Maria da Graça Carvalho anunciou que os ministérios da Agricultura e do Ambiente estão a delinear um plano para retirar da floresta as muitas árvores derrubadas de forma «a que no verão não tenhamos um segundo desastre». Além dos organismos do Estado serão desafiados a colaborar as Juntas de Freguesia e Câmaras e pedido o apoio das Forças Armadas. Por seu turno, a questão dos rios, mesmo os de pequena dimensão como o Rio Lena será acautelada, garantiu.

Por último, a ministra do Ambiente sublinhou que o objetivo final não é recuperar apenas o território mas torná-lo mais resiliente e com mais qualidade de vida que aquela que existia antes da tempestade causar tamanha devastação.

Foto | Isidro Bento

Vídeo | Rafael Duque

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