Ruth Garcez, a primeira juíza portuguesa, vai ser alvo de mais uma homenagem pública em Porto de Mós, terra onde trabalhou e onde fixou residência. A iniciativa promovida pela juíza de direito, Ana Lídia de Oliveira Cadete, a responsável pelo Juízo Local Criminal de Porto de Mós, conta com o apoio de várias entidades culturais e institucionais e é dedicada à memória, identidade e património da justiça portuguesa.
No dia 29 de junho, feriado municipal, o Tribunal de Porto de Mós acolhe pelas 14h30 uma sessão solene que contará «com intervenções da presidente do Tribunal Judicial da Comarca de Leiria, juíza desembargadora Teresa Oliveira, da professora Ana Maria Vieira, da juíza conselheira do Supremo Tribunal Administrativo, Ana Celeste Carvalho, do vice-presidente do CSM, juiz conselheiro Luís Azevedo Mendes. Conta ainda com intervenções de Paula Nunes Correia, filha da homenageada, da professora Telma Sousa Almeida e de Helena Lameira, oficial de justiça».
De acordo com uma nota publicada na página online do Conselho Superior da Magistratura, do programa consta, ainda, a exibição do filme Retratos de um Tribunal: testemunhos e encontros, realizado por alunos e professora do Curso Profissional Técnico de Multimédia do Agrupamento de Escolas de Porto de Mós, e a apresentação do projeto Retratos de um Tribunal, por parte de Ana Lídia de Oliveira Cadete.
A encerrar será inaugurada a exposição Retratos de um Tribunal, da autoria-curadoria de Ana Lídia de Oliveira Cadete e da artista Jacqueline de Montaigne, que inclui um retrato original de Ruth Garcez criado pela artista. O evento contará também com momentos musicais e de poesia.
Ruth Garcez morreu a 10 de junho de 2006, aos 72 anos de idade, na sua casa, em Porto de Mós, onde fixara residência. Natural de Lourenço Marques (atual Maputo), voltou a fazer história em 1993 quando se tornou na primeira mulher a aceder ao posto de juíza desembargadora. Durante vários anos, Ruth Garcez foi colaboradora de O Portomosense no espaço Opinião.
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