O Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC), que abrange parte do concelho de Porto de Mós, poderá passar a integrar também território dos concelhos de Alcanena, Ourém e Torres Novas. A proposta do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) está em consulta pública até à próxima segunda-feira, dia 21.
Segundo a agência Lusa, o alargamento acrescentaria cerca de 3 734 hectares à área protegida, desenvolvendo-se ao longo do arrife e zonas adjacentes. Atualmente, o PNSAC tem aproximadamente 38 352 hectares, distribuídos por sete municípios, entre os quais Porto de Mós, e integra grande parte do Maciço Calcário Estremenho.
A alteração pretende colmatar uma lacuna que mantém «uma parcela significativa» desta unidade geológica fora dos atuais limites do parque. A proposta surgiu na sequência de uma pretensão apresentada pela Câmara de Torres Novas em 2019, tendo posteriormente sido decidido estender a área prevista «a todo o arrife», incluindo também a freguesia de Moitas Venda, em Alcanena, e os vales das ribeiras encaixadas de Ourém.
Entre os valores que se pretende salvaguardar encontram-se os afloramentos rochosos, lajes calcárias, carvalhais e azinhais, assim como aves de rapina e morcegos cavernícolas. O alargamento procura igualmente reforçar a proteção de geossítios, grutas e algares.
Criado em 1979, o PNSAC tem como missão «proteger uma das mais importantes paisagens cársicas de Portugal e o seu relevante património geológico, geomorfológico e hidrogeológico».
Os interessados podem apresentar contributos até 21 de setembro, através do Portal Participa.



