A COVID-19 continua a dar o mote

by | 26 Jan 2021

Mais uma quinzena, mais uma edição cheia de muitas e (algumas) boas notícias.
Trata-se de uma edição dominada pela pandemia como já seria de esperar. A COVID-19 é protagonista em modo próprio mas também por tudo aquilo que condiciona, daí que nesta edição tenhamos, por exemplo, uma peça em que o presidente da Câmara nos faz o ponto da situação sobre a pandemia no concelho e tenhamos uma outra em que mostramos que apesar dos tempos muito difíceis que vivemos há quem esteja agora a abrir novos negócios ou a dar um outro alento àquele que já possuíam.
Temos mais peças onde esta realidade se torna presente de forma direta ou indireta mas, sem dúvida que a mais emblemática é a reportagem, onde damos conta da chegada da vacina contra a COVID-19 aos primeiros lares de idosos do concelho e mostramos com palavras e imagens como foi a primeira ação de vacinação em Porto de Mós. Depois de quase um ano a lutar contra um inimigo invisível e muito perigoso que, só no concelho e até este 19 de janeiro, já ceifou a vida a 15 dos nossos, a administração da vacina neste grupo tão frágil da nossa comunidade é uma excelente notícia, sem dúvida, a melhor de todas nos últimos meses.
A talho de foice, convém sublinhar que a notícia é, realmente, excelente, mas não nos deve desviar a atenção do essencial: a chegada da vacina a Portugal e o facto de já estar a ser administrada aos grupos prioritários não nos diz que a doença está ultrapassada e vencida. Como referiu o primeiro vacinado em Porto de Mós quando questionado pelos jornalistas, «é uma luz ao fundo do túnel», e é bom que atentemos noutras palavras sábias e sensatas que o senhor Joaquim Matos, do alto dos seus 90 anos, disse nesse momento em que considerou ter dado o primeiro passo para recuperar a liberdade que tanto preza e da qual já está privado, para sua própria segurança, há tantos meses.
A vacina é a esperança mas a doença não deixa de existir. Mesmo quem já recebeu a primeira dose terá de receber uma segunda e nem nessa altura se poderá considerar 100% seguro, terá de continuar a ter cuidados básicos. Ora, se isso é regra para os vacinados, mais ainda o é para quem ainda não iniciou esse processo. Infelizmente, pelo trágico cenário que temos visto a nível nacional e até regional e local parece que muita gente, por cansaço ou algum facilitismo, se esqueceu disso. Por mais cuidados que tenhamos nenhum de nós está a salvo de contágio porque na equação entram também os outros com quem nos cruzamos e as próprias circunstâncias do momento, por isso é que não podemos mesmo facilitar em nada. Por nós, pelos nossos, mas também pelos outros!
Cada um pense como quiser mas para mim, contar já com 15 mortos num meio pequeno como o nosso é uma verdadeira tragédia e, infelizmente, nada nos garante que fiquemos por aqui!