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A importância de “alimentar” de forma constante as relações

22 Fevereiro 2023
Jéssica Moás de Sá

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Jéssica Moás de Sá

22 Fev, 2023

Assinalou-se, no passado dia 14, o Dia dos Namorados, em alguns países denominado Dia de São Valentim. Esta é uma data que celebra a união entre casais, onde a tradição tem ditado que se troquem prendas entre os namorados ou que se torne numa ocasião para um jantar ou saída romântica. Mas será que há pessoas que guardam os gestos de romantismo apenas para este dia? E será isso saudável para as relações? Para a assistente social e terapeuta familiar e de casal, Teresa Coelho, a resposta é óbvia: «É muito importante alimentar todos os dias a relação». Em tom de brincadeira, Teresa Coelho frisou que tem «duas especializações na área, a de terapeuta, mas também a de casada há 25 anos», podendo falar por isso «em termos profissionais e pessoais».

«Se estivermos à espera de datas especiais para comemorar o amor, só o fazemos uma vez por ano e isso é impossível para a nossa vida», começa por refletir a terapeuta. Os gestos de amor podem ser feitos «com práticas muito simples como todos os dias pensarmos como podemos ser melhores». Na opinião da terapeuta, devemos questionar-nos: «Como é que eu hoje posso ser melhor não só para mim, como para meu parceiro? O que é eu posso fazer de diferente para que as coisas corram bem, para que haja amor e harmonia?», exemplifica. Desta forma, não estaremos «à espera que seja o outro a mudar», essa mudança e atitude deve «partir de cada um». «Temos que promover o nosso bem-estar primeiro e, assim, conseguimos contagiar quem está à nossa volta», salienta.

A terapeuta considera que é normal que as relações «entrem em desgaste» ao longo dos anos e que é sempre «importante fazer uma avaliação de como é que as coisas estão a correr». «Se houver esta preocupação e com pequenos gestos simples que se podem fazer para sair da rotina» é mais fácil combater isto mesmo. «Os casais têm muita tendência de cair na rotina e quando dão conta, a rotina já está a degradar a relação, é importante haver predisposição para pensar na situação, para fazer e pensar diferente», volta a reforçar. «Se o nosso intuito for agradar a cara-metade, é óbvio que também vamos ter esse retorno, se não fizermos nada de bom, também não podemos esperar receber algo bom».

O Dia dos Namorados está «muito associado ao consumismo», mas a terapeuta acredita que mais importante do que prendas, que também fazem parte, são os «gestos de carinho, a simples festa na cabeça, o simples toque». «Acho que tem mais valor o meu marido, num dia qualquer, surpreender-me com um bombom, propor ir dar um passeio ou simplesmente dizer para ficarmos no sofá a ver um filme, tão simples quanto isto», exemplifica. E sobretudo é fundamental, «manter este espírito ao longo de todo o ano».

Estarão as pessoas a colocar esta máxima em prática? A experiência profissional de Teresa Coelho diz-lhe que não. «As pessoas estão um bocado exacerbadas com o dia-a-dia e quando chegam a casa não têm tanta disposição para ouvir o outro, há muito mais focos de distração, nomeadamente as redes sociais», refere a especialista. Uma das questões que costuma aconselhar aos casais é a redução «da permanência a ver televisão ou no computador»: «É importante estabelecer pelo menos um ou dois dias por semana em que haja menos contacto com as novas tecnologias, em que estão simplesmente à conversa um com o outro». «Este não é um problema que se passa só com os filhos, passa-se com os casais também e é preciso combater isso», conclui a terapeuta.

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