A responsabilidade social das empresas em tempos de pandemia

by | 23 Fev 2021

Hoje, era minha intenção fugir ao tema da COVID-19, mas não o vou conseguir, ficará, certamente, para uma próxima. Já são muitos editoriais, nestes meses todos, em que direta ou indiretamente se falou deste assunto e, sendo importante, há outros temas que podemos trazer aqui. Não esquecemos o cenário difícil e desafiante em que estamos e, nessa medida, os trabalhos inspirados na pandemia e seus efeitos continuam e continuarão a ter o merecido destaque, mas a este espaço em concreto vamos futuramente procurar trazer mais temáticas de interesse, quase sempre local ou regional.
Para já, volto ao tema, porque me parece de elementar justiça sublinhar e enaltecer o papel desempenhado por empresas e grupos empresariais sediados ou não no concelho, que têm dado sentido à “responsabilidade social” [ou responsabilidade social empresarial] que muitos apregoam, mas que ainda poucos tornam efetiva, nomeadamente, com o envolvimento e o contributo para o desenvolvimento da comunidade onde estão inseridos.
Esse envolvimento, neste caso, tem passado pela oferta de bens e de alguns serviços a corpos de bombeiros, IPSS, e se a memória não me falha, até às próprias autarquias locais, permitindo-lhes cumprir melhor a sua nobre missão, mas sem custos tão elevados, ou possibilitando-lhes o acesso a materiais e equipamentos a que, numa situação normal, dificilmente conseguiriam chegar.
Infelizmente, nem todas as empresas o conseguem fazer, porque a sua situação económica não o permite, mas registamos com apreço que este tipo de ofertas e a disponibilização de meios próprios, colocados ao serviço da comunidade, começa a ser cada vez mais uma realidade.
Durante estes longos meses de pandemia, chegaram ao nosso conhecimento, por contacto direto das empresas ou por outros canais, vários exemplos disto mesmo, mas, para não corrermos o risco de esquecermos alguém (até porque há algumas que nem sequer querem tornar públicos estes atos de verdadeira responsabilidade social), optámos por não os noticiar, mas antes, num espaço nobre como é o editorial, expressar-lhes público reconhecimento e apelar a que outros lhes sigam o exemplo, agora ou no futuro, até porque nos parece que, por vezes, nem é preciso muito dinheiro. Há inúmeras formas de colaborar e nem todas representam investimento financeiro significativo.