O adjunto do secretário de Estado da Saúde vai deslocar-se a Porto de Mós na próxima semana para reunir com a Câmara e verificar in loco a situação da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) local, por forma a elaborar um relatório a apresentar ao governante, revelou o presidente da Câmara, Jorge Vala, no decorrer da reunião do executivo camarário que teve lugar no passado dia 2, em Alvados.

Apesar deste encontro, Jorge Vala disse não vislumbrar que existam melhorias nos próximos tempos relativamente à falta de médicos no concelho, sobretudo na UCSP, cuja situação classificou de «caótica». «O único médico afeto ao Centro de Saúde de Porto de Mós vai reformar-se este ano e não vislumbramos nada de melhor a este nível, portanto continuamos a viver este drama com a população a queixar-se que não tem médico de família, nem para passar uma baixa médica», sublinhou.

Segundo o autarca, entretanto abriu uma vaga carenciada para Porto de Mós, o que vai permitir que os médicos que concorram tenham um “abono”, ou seja, um aumento em cerca de 20% do seu ordenado. No entanto, aquilo que é à partida uma boa notícia, poderá ter um impacto menor porque, explica Jorge Vala, ao mesmo tempo que abriu a vaga carenciada, abriram também vagas de mobilidade que no caso de Porto de Mós são ocupadas com muita rapidez por médicos que estão a aguardar para poderem ir trabalhar para outras zonas do país mais perto das suas residências.

Foto | Isidro Bento