Há quase um ano O Portomosense deu destaque a uma associação alqueidoense, a Alecrim e Salva, que embora já existisse há mais tempo, tinha sido oficialmente formalizada há pouco tempo, através da constituição dos órgãos sociais. A associação tinha vários objetivos bem definidos e para isso, os membros estavam, e continuam a estar, divididos em diversos grupos de trabalho. Vários meses depois e com a COVID-19, pelo meio, a atrapalhar, tentámos perceber junto da presidente da associação, Helena Batista, o trabalho até aqui desenvolvido.

As áreas em que a Alecrim e Salva pretende atuar assentam em quatro grandes temáticas: Cultura, Ambiente, Património e Parcerias. No Ambiente, salvar a salva, que dá nome à associação e que é uma das plantas que faz parte da flora do Alqueidão da Serra, é uma meta. Embora ainda não tenha sido possível desenvolver «iniciativas específicas no sentido da sua preservação», existe já um grupo de trabalho que está a «realizar um levantamento dos locais onde no passado a planta existia e deixou de existir e também onde ainda existe, ainda que com um baixo índice de nascimento e crescimento». Ainda na «vertente da preservação do património natural» e até fevereiro, uma vez que associação também foi obrigada a parar devido à pandemia, foi realizada uma «campanha de limpeza do lixo das principais estradas de acesso ao Alqueidão da Serra», em colaboração com vários parceiros: grupo de Escuteiros do Observatório Regional da IV (Leiria-Fátima), do Clube de Caça e Tiro das freguesias de Alqueidão da Serra e Reguengo do Fétal e da Junta de Freguesia do Alqueidão da Serra. Foram feitas também «duas campanhas de voluntariado para caiar os muros e casas mais abandonadas nas principais ruas» da freguesia.

Na Cultura, a presidente destaca «as sessões de cinema e um espetáculo musical com o grupo de músicos da zona, Tribu da Vila, realizados em colaboração com a Casa do Povo do Alqueidão da Serra». Para o mês de março, quando a COVID-19 invadiu o país e o mundo, estavam agendadas repetições de todas estas atividades, as sessões de cinema, as caminhadas de limpeza e também um percurso pelas serras e mais ações para caiar muros e paredes.

Helena Batista garante que a associação tem sentido «muito bom acolhimento por parte da população, que tem participado ativamente» nas atividades realizadas. Durante este período «frustrante», em que não conseguiram realizar tudo o que tinham idealizado, os corpos sociais continuaram, ainda assim, a reunir-se através de «videoconferência» e para este mês está agendado «o primeiro encontro presencial», para perceber se ainda podem avançar este verão com algumas atividades, refere. A presidente faz um «balanço positivo» tendo em conta o facto de ser uma jovem associação e o atual contexto desfavorável. A missão da Alecrim e Salva, relembra, é «unir as pessoas em valores comuns de preservação do património histórico e natural, e com ele fomentar encontros de saber e cultura».