A Ala D’Artistas – Associação Cultural e Artística estreou no passado sábado, dia 29 de janeiro, o Cinemergir, um projeto cinematográfico, reconhecido pelo Ministério da Cultura, composto por quatro curtas-metragens, nas quais estiveram envolvidos 22 formandos, com idades entre os 10 e os 68 anos, e que integra a iniciativa +Teatro+Cinema 2021/2022. Ao longo dos últimos três meses, os dois grupos, um de Casais de Matos (Calvaria de Cima) e o outro de Aljubarrota (concelho de Alcobaça) prepararam afincadamente o projeto que foi apresentado no Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota (CIBA) e que contou com uma plateia praticamente cheia.

Presentes na estreia, a maioria dos intervenientes que, até essa altura, não tinha qualquer experiência na área do cinema, falou sobre a aprendizagem adquirida durante o processo e reconheceu a exigência que existe por detrás do mundo do cinema. «Adorei ter que atar os atacadores cinco vezes só para gravar aquela cena», afirma, entre risos Patrícia. «Demoramos muito tempo para gravar um período curto de tempo», considerou Tatiana. A realização deste projeto permitiu ainda que, cada um trabalhasse, as suas dificuldades, como a timidez e o foco. «A experiência foi boa. Perdi muita vergonha», admitiu Gabriel. «Foi uma aventura. Saí da minha zona de conforto», sublinhou Elsa.

No final, Fábio Sílex, diretor artístico da Ala D’Artistas, reconheceu que estes últimos meses se revelaram uma «aventura» e explicou porquê: «Somos mais da parte do teatro, também despertámos para o cinema há muito pouco tempo mas achámos interessante a sinergia entre ambas as vertentes».

O curso +Teatro+Cinema 2021/2022 tem a duração de seis meses e agora, tal como o nome indica, segue-se a preparação do projeto teatral que estreará em junho. Aos dois grupos vai juntar-se um outro, com 14 alunos do Agrupamento de Escolas de Porto de Mós. «O nosso objetivo é englobar toda a comunidade e todo o tipo de pessoas», destacou Lívia Dias, cofundadora da Ala D’Artistas.