A antiga pedreira desativada na zona do Figueiredo (Ribeira de Cima), na freguesia de Porto de Mós, vai ser alvo de «recuperação ambiental e paisagística». O processo resulta de uma parceria entre a Junta de Freguesia de Porto de Mós, a Câmara Municipal e a ASSIMAGRA – a associação que representa o setor dos recursos minerais em Portugal. Segundo uma nota de imprensa do Município, o projeto torna-se possível porque a Junta de Freguesia, com o apoio da Câmara Municipal, conseguiu «suspender» a licença de exploração da pedreira que deixou de estar em atividade devido a «insolvência da empresa».

Com esta parceria, as três entidades têm como objetivo «criar o projeto de recuperação e de o submeter à aprovação do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF)». Paralelamente, será ainda necessário o consentimento da Direção Geral de Energia e Geologia para se obter o devido licenciamento, uma vez que se prevê que a recuperação seja feita através de «inertes de outras produções extrativas». Através desta decisão, aquele que outrora foi um território onde, durante anos, existiu uma pedreira «relevante para o setor» está prestes a ser «devolvido à natureza». Na mesma nota, o presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, Jorge Vala, realça a importância deste projeto que, salienta, «vem reparar uma ferida que tínhamos no nosso território».

«O difícil processo de suspensão da licença está finalmente concluído e agora o mais importante é partirmos para a recuperação daquele espaço», sublinhou o presidente da Junta de Freguesia de Porto de Mós, Manuel Barroso. O projeto tem uma conclusão prevista de «aproximadamente 10 anos», sendo que o financiamento será feito «através da caução prevista na lei», deixada pela empresa e «através do apoio das empresas associadas da ASSIMAGRA».