Romano Saraiva, um jovem artista de Mira de Aire, é o autor de uma das 10 obras distinguidas com o Prémio Aquisição, na XXII Bienal Internacional de Arte de Cerveira. Tired Humanity foi o nome que deu ao “pneu de mármore” que construiu propositadamente para a edição deste ano, que tinha como tema We Must Take Action e que, de acordo com a organização, pretendia refletir «sobre questões urgentes como o ambiente e a sustentabilidade». A obra, que diz ser sua reflexão sobre o tema, é constituída por mármore branco, metal, nomeadamente uma jante de automóvel, vinil bujardado, cortiça e tinta celulosa. Tired Humanity faz agora parte do espólio da Fundação Bienal de Arte de Cerveira e vai estar em exposição até ao dia 31 de dezembro. Depois disso, poderá ser exposta nas bienais seguintes ou «noutros âmbitos», nomeadamente em «parcerias com outras entidades culturais», adianta Romano Saraiva.

O mirense, de 24 anos, é licenciado em Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e participou pelo segundo ano consecutivo nesta bienal, que é a mais antiga da Península Ibérica. «Este tipo de iniciativas abre palco para expor o nosso trabalho, chegar a outros públicos e é sempre um sítio de renome, onde o nosso trabalho é valorizado», refere. Além de disponibilizar algum do seu tempo para a «criação artística», Romano Saraiva é professor de artes visuais.