A Assembleia Municipal de Porto de Mós (AM) aprovou na sua sessão de 28 de fevereiro, por unanimidade, a contratação de um empréstimo a médio/longo prazo, até ao valor máximo de 3,5 milhões de euros, destinado à realização do saneamento dos lugares de Cumeira, Albergaria, Boieira e Cruz da Légua, e para a construção da primeira fase das infraestruturas da Área de Localização Empresarial de Porto de Mós.

«Este empréstimo tem como objetivo podermos continuar a garantir um conjunto significativo de investimentos necessários e, ao mesmo tempo, avançarmos para estas duas obras importantes», disse o presidente da Câmara perante a AM.

Segundo o autarca, um milhão de euros destina-se à ALE, e os 2,5 milhões de euros restantes à obra do saneamento, sendo que a estimativa de custos referente à ALE é de 3,9 milhões de euros, o que corresponde a mais 700 mil euros do que estava inicialmente previsto. Já o estudo relativo ao saneamento aponta um custo de 4 milhões de euros. Assim, «estamos a falar de valores muito próximos dos 8 milhões de euros», sublinhou.

Jorge Vala disse que, para já, estão aprovados 739 mil euros de fundos comunitários para a ALE, o que significa que o município terá de fazer um esforço financeiro muito significativo. Assim, este empréstimo é fundamental para se poder avançar com estas duas obras, sobretudo a do saneamento, que é determinante para a Cumeira e os restantes três lugares mas também para o concelho.
No final haverá mais cerca de 1000 casas servidas no concelho, o que além dos benefícios diretos, permitirá equilibrar um pouco os números, recordando o autarca que até agora «havia 65% do concelho coberto com saneamento básico e apenas 35% da população servida porque as pessoas não se ligavam ao sistema», situação que a Câmara está apostada em inverter começando por sensibilizar as pessoas para a necessidade de fazerem as ligações e depois obrigando quem não o faça de forma voluntária porque senão «corremos o risco de chegar ao final de 2020 e ter de devolver fundos comunitários por inoperância do Municipio em não exigir que os munícipes que estão servidos, se liguem ao sistema, e por obrigar aqueles que já estão ligados, a um aumento significativo do tarifário por não conseguir que os restantes façam as tais ligações», explicou o presidente da Câmara.

«Precisamos com muita urgência de ter estas cerca de mil casas servidas para podermos atingir um patamar equilibrado na relação entre o consunmo de água e receitas daí inerentes, o serviço de ressíduos e os lixos, e portanto, estes três conjuntos têm de ser melhorados», reforçou.

Na discussão deste ponto intervieram vários presidentes de junta e deputados municipais que de uma forma geral se congratularam com o avanço destas duas obras considerando que são fundamentais para o concelho.