A construção de uma nova sede para o Centro de Apoio Social Serra D’Aire e Candeeiros (CASSAC), um sonho há muito ambicionado, continua a enfrentar alguns obstáculos. «Todo o processo [para o lançamento do concurso] estava no bom caminho até haver este aumento [do preço] dos materiais de construção», explicou a O Portomosense o presidente da instituição, João Cordeiro. Havia um concurso pronto a ser lançado, mas que está agora a ser alterado para se ajustar aos novos preços do mercado, muito mais altos, por consequência das crises sociais e económicas que o mundo tem vivido. «Fomos alertados pelos técnicos que devíamos reformular o documento do concurso porque com aqueles valores ninguém ia pegar na obra», salienta João Cordeiro. Já existiam, inclusive, «oito concorrentes selecionados» e aqueles com os quais falou «esporadicamente» disseram-lhe que não tinham hipótese de levar a obra a “bom porto” com estes preços-base. Agora, garante, «é urgente reformular e avançar com o concurso» e é seu objetivo que até ao final do ano a «obra esteja adjudicada»: «Vamos fazer todos os possíveis», reitera.

Quanto à candidatura ao Plano de Recuperação e Resiliência português, «está a andar» e, se tudo correr bem, estes apoios irão chegar para financiar uma grande parte da obra. A juntar a isto, o CASSAC receberá ainda apoios das Juntas de Freguesia nas quais a instituição atua – Serro Ventoso, Arrimal e Mendiga e São Bento – e também do Município de Porto de Mós. A intenção de apoiar esta obra voltou a ser pelo presidente de Câmara de Porto de Mós, Jorge Vala, na última reunião de Câmara pública que se realizou precisamente numa destas freguesias, na Mendiga. «O Município continua disponível para comparticipar a obra no valor de 300 mil euros, divididos por três anos, 100 mil a cada ano», afirmou o autarca. Jorge Vala sublinhou ainda que, sendo uma obra «comparticipada por fundos comunitários, acabará por não ter grandes custos para a instituição», o que considera ser «muito positivo».

Jorge Vala respondia ao vereador da oposição, Rui Marto, que lembrou que este «é um projeto falado há vários anos» e, por isso, «é preponderante avançar com esta obra». «O CASSAC é uma peça importantíssima nas respostas sociais e, por isso, a Câmara deve ajudar a criar estas condições para a população desta zona do concelho», frisou o vereador.

Foto | Isidro Bento