Autarcas fazem ponto de situação até ao décimo dia após a depressão Kristin

12 Fevereiro 2026

Isidro Bento

Alqueidão da Serra

Patrícia Santos

Os estragos em comparação com outras freguesias não foram muito significativos. Tivemos chaminés que ruíram e telhados danificados e com telhas levantadas. Por sua vez, a queda de telhas provocou danos nalguns carros. Houve árvores que caíram para as estradas e caminhos municipais. Os lares foram a nossa maior preocupação porque nenhum tinha gerador e por isso emprestámos o nosso para que os utentes tivessem o mínimo de condições.

Bouceiros, Covas Altas, Valongo e Demó só este fim de semana tiveram luz e mesmo assim com interrupções. Há, ainda, habitações que estão sem energia porque por queda do poste ou do cabo que ligava diretamente a essas casas o fornecimento foi interrompido. O estar sem energia há tantos dias começa a ser muito complicado de gerir por estas pessoas, muitas delas idosas com mais de 80 anos ou famílias com bebés de meses. Dizerem-nos que há quem esteja pior já não é uma resposta, de todo, aceitável. 

Alvados e Alcaria

Sandra Martins

Tendo em conta os estragos registados noutras freguesias penso que não podemos dizer que por cá a situação tenha sido muito má a esse nível. Tivemos habitações com telhas caídas, portões derrubados e uma ou outra vedação mas, felizmente, nenhuma ficou sem condições de habitabilidade. Registou-se a queda de algumas árvores e talvez o estrago mais significativo tenha sido nas casas de banho da Lagoa que ficaram danificadas precisamente por essa razão. O Centro Hípico ficou também sem muitas telhas.

Em Alcaria houve sempre água, e a Alvados chegou na quinta-feira. A nível de energia elétrica Alcaria teve luz em 48 horas, Alvados em quase 72. À Barrenta é que demorou muito mais a chegar porque a linha era outra. Percebo o que isto representou para os moradores e que alguns pensem, até, que ficaram esquecidos mas não se trata disso. Ninguém ficou esquecido, simplesmente há situações que são mais difíceis de resolver que outras.

Arrimal e Mendiga

Carlos Cordeiro

Arrimal e Mendiga não escapou às consequências da tempestade mas, felizmente, os estragos não foram tão significativos como noutras freguesias do nosso concelho. Para a Junta, o principal estrago foi a queda de duas ou três árvores para a estrada mas logo na manhã de quarta-feira o nosso pessoal resolveu o problema. Como noutras freguesias houve algumas situações de telhados que perderam algumas telhas. Em Arrimal, numa quinta, as infraestruturas que albergavam animais voaram mas, de resto, não tivemos situações de grande monta. Temos tido água, a luz veio ao segundo dia e a internet também. É claro que houve pessoas que tiveram prejuízos mas se pensarmos no que aconteceu noutras freguesias podemos dizer que não foram das situações mais graves e nesse sentido a comunidade de Arrimal e Mendiga está solidária com os mais atingidos. Por cá, neste momento está tudo minimamente controlado e a funcionar.

Calvaria de Cima

Luís Silva

A nossa freguesia foi muito atingida. Houve inúmeros telhados que levantaram, tanto de casas particulares como de empresas. Há chaminés que caíram e os destroços de algumas chegaram a atingir alguns carros. Inúmeras árvores foram derrubadas ou, nalguns casos, literalmente decepadas. A rede elétrica e de comunicações também foi muito afetada com derrube de postes, queda de linhas e problemas em postos de transformação.

Em termos de água não houve interrupções significativas, o mesmo já não se pode dizer em termos de energia elétrica. Apesar do recurso a geradores, 10 dias depois ainda só temos a freguesia coberta a cerca de 80%. Temos a promessa de que essa percentagem vai aumentar nos próximos dias.

Tem havido um esforço tanto da Junta como da Câmara em acudir a tudo aquilo que nos solicitam mas, de facto, há coisas que nos ultrapassam. Existe um natural desgaste de quem está há tanto tempo sem um bem que é básico, o que é compreensível.

Juncal

Vítor Raimundo

A freguesia sofreu muito com esta intempérie, tivemos muitos estragos tanto ao nível dos particulares, como de empresas e instituições. Uma parte do pavilhão do Juncal ruiu, houve muitos telhados que ficaram sem telhas, muitos postes de eletricidade no chão e muitos cabos partidos. Dez dias depois ainda há inúmeras habitações sem luz, o que além de prejuízos está a causar um desgaste enorme no ânimo das pessoas.

A freguesia ficou quase irreconhecível. Imensas árvores, algumas centenárias, partiram e caíram no chão. Houve casas que ruíram parcialmente embora numa primeira fase ninguém tenha ficado desalojado. Muitas empresas viram os seus pavilhões fortemente atingidos. Houve muita gente que perdeu o que tinha nas arcas frigoríficas. Algumas pecuárias ruíram com os animais lá dentro. Tivemos pessoas que por dependerem de aparelhos de oxigénio tiveram de ser alojadas em casa de familiares residentes noutros pontos do país.

Mira de Aire

Alcides Oliveira

Os principais estragos na nossa freguesia afetaram, essencialmente, particulares, desde telhados que “voaram”, chaminés que partiram, telhas que abalaram. A Junta, por seu turno, teve árvores abatidas em locais sob a sua jurisdição, nomeadamente no acesso à sua sede. O fornecimento de água manteve-se. Em termos de energia elétrica houve muitas lacunas e quando foi reposta houve o registo de vários eletrodomésticos queimados. A nível de comunicações estivemos vários dias sem internet, já a rede móvel, no caso de algumas operadoras recuperou mais cedo.

Apesar da freguesia estar, no geral, servida de luz elétrica, até este fim de semana havia algumas casas sem eletricidade. Continuam muito cabos elétricos pendurados, quase no chão ou no chão mesmo. Em relação aos cabos e postes de telecomunicações confesso que ainda não vi ninguém a arranjar. Como o vento forte continua procurámos instalar uma janela provisória no pavilhão gimnodesportivo para ver se o telhado não voa.

Pedreiras

Pedro Pragosa

Houve muitas árvores caídas nas principais vias de acesso e em caminhos florestais. Váriascasas tiveram telhas arrancadas ou partidas e há muitas empresas que tiveram os telhados levantados também.O clube Os Andorinhas, na Cruz da Légua, ficou com o muro de vedação do campo de futebol destruído na sequência do desabamento de árvores. Neste momento podemos dizer que as situações estão controladas à exceção de alguns sítios da freguesia, onde já não há luz há cerca de 10 dias. As telecomunicações continuam a não funcionar em pleno havendo zonas ondenão há de todo internet. Consciente disso, a Junta está a permitir que algumas pessoas utilizem as nossas instalações para trabalhar.

Relativamente, ao primeiros dias houve uma evolução bastante positiva mas sabemos que ainda há muito para fazer porque, no caso, por exemplo, da eletricidade, além de haver esses tais pontos sem luz, as soluções em uso são provisórias.

Porto de Mós

Manuel Barroso

Na freguesia tivemos muitos danos e bastante elevados em determinados pontos. Temos telhados de moradias e de prédios atingidos, vidros partidos, sinais de trânsito e placas de localidade completamente derrubados ou mesmo, arrancados. Houve inúmeras árvores caídas para as estradas e caminhos, outras estão sob a vigilância da proteção civil e dos bombeiros porque não caíram mas com o continuar do mau tempo há esse risco.

Em termos de empresas tivemos também muitas afetadas, recordo, por exemplo, um pavilhão bastante grande na Corredoura que foi totalmente alagado pela força do vento. Subsistem algumas situações porque há casos em que os danos foram de tal monta que é impossível resolver tudo no imediato. Registamos algumas derrocadas e até este fim de semana havia várias casas sem luz. Há também estragos de vulto nos equipamentos públicos. A Junta tem procurado ajudar e tem contado com a colaboração da Câmara, Proteção Civil, bombeiros e demais entidades.

São Bento

Luís Ferraria

Nós, graças a Deus, não tivemos casos graves. Ninguém ficou desalojado, houve umas telhas e umas chaminés arrancadas em casas particulares e em pavilhões mas não foi nada de grave.A água e a luz demoraram poucos dias a ser repostas.

Há alguns postes que não caíram porque foram segurados pelos cabos, no entanto, com a continuação do mau tempo podem vir a cair, daí que a Junta esteja atenta a essas situações e quando necessário reporte as mesmas às entidades responsáveis.

Tivemos desde a primeira hora o nosso pessoal na rua a fazer todas as intervenções necessárias que estavam ao nosso alcance e eu próprio tenho percorrido toda a freguesia para tentar perceber onde é que é necessário intervir ou aquilo em que podemos ajudar os nossos fregueses, de forma isolada ou com o apoio da Câmara e de outras entidades.

Serro Ventoso

Luís Fortunato

O núcleo do Codaçal foi o mais afetado porque caiu um poste de alta tensão. Tivemos algumas casas atingidas, chaminés e telhados também mas podemos dizer que para aquilo que já vimos noutros pontos do concelho os estragos, em comparação, são mínimos. No primeiro dia a nossa preocupação foi cortar as árvores que estavam a obstruir estradas e como não tinhamos comunicações procurei no segundo dia ir dar a volta pelos vários lugares, falar com as pessoas e ver das suas necessidades porque sabia, por exemplo, que há quem dependa de oxigénio para dormir e até fazer a sua vida diária e não havendo energia elétrica essa era uma preocupação acrescida para nós.

Como boa parte do sistema foi alimentado a geradores tivemos falhas pontuais em termos de água, o que é compreensível. Neste momento ainda há muita coisa para resolver, nomeadamente, telhados para repor mas com esta ajuda da dádiva de telhas será mais fácil.

Foto | Isidro Bento

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