Decorre até 6 de junho mais uma campanha nacional de recolha de alimentos promovida pelo Banco Alimentar Contra a Fome (BACF). Dado não ser possível realizar campanhas presenciais, com voluntários nas superfícies comerciais, o BACF disponibiliza este ano dois formatos para quem quiser contribuir e ajudar famílias da região que enfrentam dificuldades.

Há vales disponíveis nos supermercados, mas os donativos também podem ser feitos online. «A iniciativa decorre através da Ajuda Vale, que se pode encontrar em cada caixa de venda das superfícies comerciais, e através da plataforma online alimentestaideia.pt», explica ao nosso jornal o presidente do Banco Alimentar Contra a Fome de Leiria-Fátima, António Oliveira.

A campanha deste ano apresenta uma novidade: «Todas as Ajuda Vale que são adquiridas na região revertem em favor da própria região», revelou o presidente. «Dependendo da região do país, cada BACF pode beneficiar mais ou menos em função de uma boa divulgação, sensibilização da comunidade, do trabalho dos operadores de caixa e também em função da publicitação deste evento», refere, explicando que «desde Porto de Mós até Pedrógão Grande todas as superfícies comerciais e pessoas desta área estarão a contribuir para o BACF de Leiria-Fátima diretamente». De uma forma resumida, a dinâmica da campanha deste ano «permite que se saiba em cada uma das superfícies quanto se comprou naquela região e que tudo aquilo reverte em favor do BACF da respetiva região», conclui.

«A generosidade dos portugueses» é o que define o objetivo dos BACF, acrescentando António Oliveira que «qualquer objetivo quando se avança para campanhas desta natureza é sempre o máximo possível». O responsável indica que não é costume traçar-se um objetivo quantificável, porque «sejam os portugueses do Centro, do Norte, do Litoral ou do Interior, o BACF conta sempre com eles». «Acreditamos na generosidade e bondade das pessoas, esperamos sempre o melhor possível», disse António Oliveira.

Apesar de se esperar uma boa adesão da comunidade a estas iniciativas solidárias, «os moldes em que esta campanha acontece não chega perto daquilo que pode ser uma campanha presencial», lamenta o presidente, justificando que a Ajuda Vale é um formato que «nem todas as pessoas estão atentas, nem todos os funcionários das caixas se lembram de perguntar ao comprador se deseja alguma contribuição, ou pelo stress e agitação». É por isso importante «a divulgação da campanha», especialmente neste tempo de pandemia, para que seja possível garantir «que não faltem alimentos às pessoas apoiadas pelo BACF».

Neste processo, na região, estão envolvidos cerca de «30 voluntários» para fazer as recolhas e dar resposta logística aos alimentos que vão chegando, segundo refere o presidente, acrescentando que instituições da região apoiadas pela organização de Leiria-Fátima são neste momento «mais de 60», correspondendo a mais de «5 800 pessoas».

António Oliveira deixou ainda um alerta importante: «a preferência dos alimentos que as pessoas deverão dar para o BACF recai sobre aqueles que têm maior período de conserva», dando os exemplos de «leite, azeite, óleo, arroz, farinhas, massas, salsichas, atum, feijão, enlatados, grão e cereais».

Isidro Bento | revisão