No passado dia 31 de outubro, os Lord of Confusion lançaram o single Witchmantia. A banda, formada em 2018, tem como baterista um jovem do Juncal, Nelson Figueiredo, e é também nesta localidade que o grupo ensaia. Do quarteto fazem ainda parte Danilo Sousa, na guitarra, natural de Pataias (no concelho de Alcobaça), Carlota Sousa, na voz e no teclado, e João Fonseca, no baixo, ambos de Leiria.

De acordo com Nelson Figueiredo, a oportunidade de gravar o videoclipe do novo tema no Capitólio, em Lisboa, surgiu de um convite da banda alcobacence Fuzzil. O lançamento para esta data estava, no entanto, pensado há um ano quando, precisamente, na altura do Halloween, Danilo Sousa sugeriu que se lançasse «um tema em que o conceito se relacionasse com o Dia das Bruxas». Em declarações a O Portomosense, Nelson Figueiredo afirmou que Witchmantia são «20 minutos de muita composição e dedicação». A nova música está disponível em formato físico, numa edição limitada, e também em formato digital, nas redes sociais e em plataformas como o Youtube e o Spotify. O videoclipe, agora publicado, foi produzido por João Fonseca e Leonardo Batista e o artwork é de Danilo Sousa, Carlota Sousa, Pedro Neves e Marco Gomes.

A banda havia lançado no verão do ano passado o EP Burnin’ Valley, mas, de acordo com o baterista, «há uma grande diferença» para o novo single: «Numa primeira fase, ensaiávamos só ao fim de semana, e a partir daí começámos a fazer uma fusão dos vários estilos de que cada um vinha, como o rock psicadélico ou o metal mais pesado… Agora, as nossas influências vêm mais do lado misterioso e o single faz uma referência, essencialmente, ao tempo em que a religião considerava que algumas pessoas eram bruxas e queimava-as», explica, considerando que a banda tem agora um estilo mais lento, denominado stoner-doom.

O impacto da COVID-19

Apesar de não serem músicos a tempo inteiro, estando alguns dos elementos ainda a estudar e os restantes a trabalhar, Nelson Figueiredo, de 23 anos, garante que a banda sentiu o impacto da chegada da pandemia ao nosso país. «Tivemos talvez uns três meses em que não nos juntámos sequer para ensaiar, mas depois retomámos», refere. Também os concertos, três, que tinham agendados para a promoção do EP Burnin’ Valley foram cancelados, a par de várias «oportunidades adiadas e festivais também». O juncalense considera, no entanto, que essa paragem permitiu «ter mais tempo para a composição».