O Município da Batalha decidiu avançar com a contratação de um empréstimo bancário de médio e longo prazo, até ao valor máximo de quatro milhões de euros, para financiar investimentos municipais e dar resposta aos danos provocados pela tempestade Kristin. A decisão foi tomada na reunião de Câmara de 6 de abril.
Segundo a nota de imprensa, a abertura do procedimento para contratação do empréstimo foi aprovada por maioria, com a abstenção do vereador do CDS, Carlos Repolho, e o voto contra do vereador Nuno Santos, do movimento independente Batalha é de Todos.
De acordo com o Município, o valor proposto incide, numa primeira fase, sobre intervenções consideradas mais urgentes, nomeadamente no Pavilhão Multiusos da Batalha, no Pavilhão Desportivo da Golpilheira, na Rua Nossa Senhora do Fetal e na Rua do Emigrante, além da reabilitação da rede viária em todo o concelho. A autarquia refere ainda que vários levantamentos de danos e projetos de intervenção continuam em elaboração pelos serviços municipais, devido à dimensão e complexidade dos prejuízos.
O empréstimo prevê também investimentos incluídos no Plano Plurianual de Investimentos, como os arranjos exteriores e os acessos ao Pavilhão Desportivo Municipal de São Mamede. O presidente da Câmara, André Sousa, afirma que «perante a dimensão dos danos provocados pela tempestade, o Município não pode ficar à espera da definição dos apoios ou das comparticipações» e que é necessário avançar «com carácter de urgência» para garantir condições de segurança, mobilidade e funcionamento dos equipamentos.
Na mesma reunião, foi aprovado por unanimidade o Plano Municipal de Prevenção, Limpeza e Redução do Risco de Incêndio Rural, elaborado como resposta ao aumento da carga combustível deixada pela tempestade. O plano prevê medidas como desobstrução de caminhos florestais, remoção de material lenhoso, gestão de biomassa e reforço da fiscalização da limpeza de terrenos, em articulação com juntas de freguesia, bombeiros e outras entidades locais.
O presidente da Câmara, André Sousa, sublinha que, nesta fase, «a maior preocupação do Município é claramente a prevenção de incêndios», acrescentando que a ação municipal tem sido concentrada «na redução do risco de incêndio no território, que aumentou significativamente após a tempestade».
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