Os prejuízos em infraestruturas municipais no concelho da Batalha, como rede viária, edifícios e saneamento básico, provocados pelo mau tempo, estão contabilizados em 15 626 704 euros, valor sem IVA. Os números foram avançados à agência Lusa pelo presidente da autarquia, André Sousa.
«Os prejuízos de infraestruturas municipais, desde rede viária, taludes, edifícios municipais, infraestruturas e equipamentos de saneamento básico, maquinaria, são de 15.626.704 euros», afirmou o autarca, explicando que, numa primeira fase, o levantamento apontava para cerca de três milhões de euros, relativo apenas a edifícios. Com a continuação de tempestades e chuva, acrescentou, o maior impacto passou para a rede viária, taludes e muros de suporte de vias municipais.
André Sousa disse esperar do Governo «a abertura de avisos e das linhas de apoio quanto antes», defendendo que as reparações não podem ficar adiadas para o próximo inverno. «Temos de aproveitar esta janela oportunidade do verão, para prepararmo-nos para o próximo inverno», sublinhou, lembrando que o município tem este ano um orçamento de 27 milhões de euros e que o montante de prejuízos «compromete, claramente, a gestão orçamental».
O presidente da Câmara admitiu que a situação implica reorganizar prioridades e investimentos, apontando como essencial garantir meios para assegurar serviços básicos em futuras ocorrências. «Para ter as mínimas condições de garantir, numa situação destas, o abastecimento de águas, precisamos de sete geradores que custam 400 mil euros e temos de fazer esses investimentos», referiu.
Quanto a danos em coletividades, instituições particulares de solidariedade social e entidades religiosas, remetidos à Centro Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR Centro), o levantamento aponta para 3,7 milhões de euros, destacando-se a destruição do pavilhão da Associação Recreativa Amarense. Já os prejuízos no património cultural, que incluem também o Mosteiro da Batalha, além de outros locais e equipamentos, estão estimados em quase 1,6 milhões de euros, embora algumas avaliações ainda estejam a decorrer. No património das juntas de freguesia, os estragos totalizam 158 700 euros.
«São danos muito severos e que vai impossibilitar os municípios de ter outra ação municipal que não seja a recuperação. Este mandato é para a recuperação», acrescentou o autarca.
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