Com o aumento crescente do número de casos de COVID-19 em território nacional, o primeiro-ministro, António Costa anunciou no passado sábado, dia 31 de outubro, novas medidas para impedir a disseminação do vírus. Nesse dia, o país ficou a saber que a partir de hoje, 121 concelhos iriam passar a estar em confinamento parcial durante os próximos 15 dias.

A lista será atualizada a cada quinzena, mas para já, o concelho da Batalha é o único do distrito que consta desse grupo. Em declarações a O Portomosense, o presidente da Câmara Municipal da Batalha, Paulo Batista Santos, considerou que esta decisão do Governo já era «esperada», depois da existência na vila de duas situações com «alguma gravidade». «No melhor pano cai a nódoa e foi o caso. Um concelho que nunca teve grandes casos desde o início da pandemia, nas últimas duas semanas teve dois problemas numa fábrica e numa IPSS e isso acabou por determinar a decisão», justificou o autarca.

O dever de recolhimento obrigatório, novos horários nos estabelecimentos e teletrabalho obrigatório, são algumas das medidas que a partir desta quarta-feira, dia 4 de novembro, vão vigorar nos 121 concelhos do país que nos últimos 14 dias registaram 240 casos de COVID-19 por cada 100 mil habitantes. «Está ao nosso alcance resolver o problema. Temos é que ser mais determinados e isso é um desafio importante para o Município da Batalha», destaca Paulo Batista Santos.

Segundo o último boletim da Comissão Distrital de Proteção Civil de Leiria, o concelho da Batalha registou 106 casos confirmados de COVID-19 desde o início da pandemia, e nas últimas 24 horas foram registados mais dois. Do total de casos de infeções, 56 já foram considerados recuperados da doença mas ainda existem 49 ativos. A somar ao aumento do número de casos, está ainda a falta de recursos humanos, nomeadamente de médicos de saúde pública, um dos problemas denunciado pelo presidente de Câmara da Batalha a O Portomosense: «A nossa região está muito deficitária. A Batalha há mais de um mês que não tem delegado de saúde. Temos seis pessoas a gerir cerca de 350 mil habitantes. Isto é muito pouco para identificar novos casos e as redes de contacto», lamenta.