Foi aprovado pela Câmara Municipal da Batalha o financiamento necessário para a constituição de Equipa de Vigilância e Intervenção, coordenada pelo Comando dos Bombeiros Voluntários da Batalha e que concretiza um novo dispositivo de patrulhamento, combate inicial de incêndios rurais, rescaldo e vigilância pós-incêndio no concelho da Batalha.

Conforme se pode ler no plano aprovado pela Câmara Municipal, a Equipa de Vigilância e Intervenção «será constituída por três bombeiros e irá operar 24h/24h, nos meses de julho, agosto e setembro», com maior foco em termos de vigilância, deteção e alerta, «nas freguesias do concelho com maior risco de incêndios rurais – Reguengo do Fetal e São Mamede», cujo financiamento global «ascende a 21 256 euros».

Este projeto terá início «na segunda quinzena de junho», assentando em objetivos como contribuir para uma maior proximidade dos bombeiros com a população, prevenir comportamentos de risco, com formações e entrega de panfletos informativos sobre as medidas preventivas, bem como assegurar mais rapidez e capacidade para um combate inicial de um incêndio rural.

Em comunicado de imprensa enviado à nossa redação, o presidente do Município, Paulo Batista Santos, considera esta resposta, projetada pelos Bombeiros, «um projeto inovador em termos nacionais e integra-se nas medidas de reforço do dispositivo local de prevenção de fogos florestais, com especial incidência no período de maior risco de incêndio». «Este é um excelente projeto que amplia as condições de segurança de pessoas», acrescenta ainda o autarca.

De acordo ainda com o mesmo comunicado, no que diz respeito a ocupação do solo no concelho da Batalha, a área florestal ainda é muito predominante com 6 396,31 hectares (61,82% do total do território concelhio), sendo a área agrícola de 1 175,81 hectares (11,36% do total do território) e 901,70 hectares (8,71% total do concelho), corresponde a terrenos incultos.