A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Porto de Mós (AHBVPM) comemorou os seus 72 anos de história no passado dia 22. As celebrações começaram com o hastear da bandeira e terminaram com um almoço convívio. Ao final da manhã decorreu uma sessão solene de homenagem, na Praça Arménio Marques. Bombeiros ordenados e em sentido, a sessão inicia. O comandante dos bombeiros, Elísio Pereira, começa por enaltecer a associação e a sua idade «respeitável», acrescentando que «não sendo velha, tem idade suficiente para ser madura e experiente, como também, juventude para continuar a caminhada que se pretende que seja de muitos anos». Elísio Pereira aproveitou ainda o momento para agradecer a todos os bombeiros e dirigentes que contribuíram para os sucessos de hoje. «Cumprir a missão de proteção à vida, ao meio ambiente e ao património, com dedicação, rigor e disciplina para continuar a servir toda a comunidade», continua a ser para Elísio Pereira o compromisso para com a população. No final da sua intervenção, Elísio Pereira fez um agradecimento especial às famílias dos bombeiros, pelo apoio e compreensão da sua profissão, realçando que esta missão de bem servir à população é gratificante e, por isso pede «que Deus continue a guiar e iluminar os bombeiros nesta árdua tarefa».

Durante este momento de homenagem, o presidente da direção da AHBVPM, António José Ferreira, também pôde partilhar as suas palavras de orgulho e agradecimento para com os presentes. Começou por dirigir-se à associação, que «cruza gerações de portomosenses», pela sua longa história. Esta é uma «justa homenagem a uma associação que tem dedicado a sua vida a servir, e cuja direção e comando trabalham diariamente para dotar de mais e melhores meios humanos e materiais, no intuito de melhor servir a nossa comunidade», afirma. O caminho nem sempre é fácil e existem desafios, que têm de ser equacionados, realça, nomeadamente «o desenvolvimento de novas competências e a disponibilização de equipamentos mais modernos e mais eficazes, para que o trabalho diário de serviço público seja executado da melhor forma», adianta, acrescentando que reconhece que esta é uma associação que beneficia de um grande apoio tanto por parte do Município, assim como de pessoas individuais e empresas.

O presidente da Câmara, Jorge Vala, também fez parte da história da corporação e, por isso, começou por lembrar que «foi bombeiro e que quem o é uma vez, sê-lo-á para o resto da vida». Jorge Vala considera que, passados 72 anos, continua «a vontade de manter elevados, os padrões de segurança, socorro e vigilância do concelho, e por vezes fora dele, sempre com o espírito de fazer o bem, de ajuda ao próximo e entrega incondicional à missão de servir. O Município está atento aos problemas desta associação, uma vez que também é sua responsabilidade garantir a proteção de pessoas e bens do concelho», adianta. «É por isso que, para nós, os bombeiros são o parceiro privilegiado da Proteção Civil», reforça.

«O serviço à população pelos bombeiros ao longo dos 72 anos de história desta associação, é motivo de festa e digno de ser enaltecido». Quem o diz é o presidente da Assembleia Geral da AHBVPM, José Ferreira.

Entidades distritais e nacionais parabenizam associação

O comandante distrital da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Ricardo Costa, começa por dirigir as suas palavras de agradecimento ao presidente da Câmara pela forma proativa com que trata as questões da proteção civil no município e aproveita ainda a circunstância para parabenizar a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria «pelo projeto líder em Portugal, o sistema de videovigilância». Aos bombeiros deixa um alerta: «Que operem sempre com a certeza de que estão seguros», nesta época de verão que se espera «gravosa». Ricardo Costa referiu ainda que os bombeiros são «o corpo e a alma da proteção civil em Portugal, olhada com muito respeito e consideração pela população».

As felicitações aos Bombeiros não ficaram por aqui, também o presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Leiria, Rui Rocha, deixou a sua mensagem de parabéns aos que contribuíram para a construção desta associação. Rui Rocha considera que nem sempre é dado o devido valor à capacidade de ação e à estrutura dos bombeiros, mas é importante «não baixar os braços», naquilo que deve ser a valorização do voluntariado, reforça.

Da Liga dos Bombeiros Portugueses, esteve presente o comandante Clemente Mitra que «aplaudiu» os bombeiros pelo trabalho desenvolvido e deixa um conselho: «Colocar os valores pessoais a funcionar contribuindo positivamente para a equipa, desta forma ganha o concelho, o distrito, Portugal e os portugueses».

Bombeiros condecorados

Ao longo da cerimónia, vários bombeiros foram distinguidos. O 2.º comandante Tarcísio Amado, foi o destacado nesta cerimónia de condecoração pelos seus 46 anos de casa e pelos seus valores, sendo-lhe atribuído o Crachá de Cidadania e Mérito 2.º Comandante Quadro de Honra. Treze elementos foram condecorados com uma medalha grau cobre. Seis bombeiros com 10 ou mais anos foram distinguidos com a medalha grau prata. Já a medalha grau ouro – uma estrela para elementos com 15 ou mais anos foi atribuída a 14 elementos. A medalha grau ouro – duas estrelas para elementos com 20 ou mais anos foi oferecida a 10 elementos desta associação. A de grau ouro – três estrelas – para elementos com 25 ou mais anos a 12 bombeiros. Já a medalha de dedicação e altruísmo para elementos com 30 ou mais anos foi dada a seis.

Cortejo, viaturas benzidas e inauguração de memorial marcam 72.º aniversário dos Bombeiros

Durante a celebração, o corpo de bombeiros desfilou em marcha pelas ruas da vila de Porto de Mós, acompanhado pela população, que seguia de telemóvel na mão para captar o cortejo. Os que não tiveram “pedalada” para caminhar ao som dos tambores, assistiram das varandas e das portas de suas casas. Os carros dos bombeiros também desfilaram pela vila. Desta vez, não porque a emergência chamou, mas porque era dia de celebração da associação, que precisa todos os dias destas viaturas para conseguir realizar o seu trabalho.

A festa continuou com a bênção de quatro novos veículos de emergência, nomeadamente um veículo de comando operacional tático (VCOT), oferecido pelo grupo Mekkin, um veículo dedicado ao transporte de doentes (VDTD), cedido pela empresa Valstone. A LSI Stone também fez a doação de um veículo, uma ambulância de emergência e socorro. A Câmara Municipal juntamente com o grupo de angariação de fundos da associação conseguiu mais uma dádiva para este corpo de bombeiros, um veículo tanque de grande capacidade, que vai permitir o combate direto a incêndios industriais.

Foi ainda inaugurado o memorial de homenagem a todos os comandantes e órgãos sociais deste corpo de bombeiros, desde 1950 até à atualidade, numa das paredes interiores do quartel.

Fotos | Rita Santos Batista
Revisão | Catarina Correia Martins