A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Juncal juntou mais dois veículos à sua frota, que se destinam ao transporte de doentes. O custo destas viaturas, confirmou o presidente da associação, Carlos Rosário, foi de 55 mil euros, obrigando a um pedido «de financiamento» e a uma ginástica «financeira». Estes veículos eram uma necessidade, explica o responsável, sobretudo para «substituir antigos», que já não estavam «nas melhores condições para fazer o serviço aos utentes». Carlos Rosário frisa mesmo que as condições «são reclamadas pelos próprios doentes», lembrando que os veículos têm «uma vida útil» e, por isso, precisam de ser substituídos.

Continua, no entanto, a existir uma necessidade premente na associação: «Uma viatura de desencarceramento». O presidente da associação aproveitou para dizer que esta é uma necessidade que já dura há dois anos, depois da viatura que tinham para este fim, ter sido retirada «por falta de condições de segurança, não tendo capacidade operacional». Carlos Rosário adiantou ainda que a associação já fez «vários pedidos ao Município [de Porto de Mós] para ajudar a adquirir esta viatura» que custa por volta de «120 mil euros», dizendo que não obteve qualquer resposta. «Neste momento não temos qualquer veículo de desencarceramento e estamos numa zona com alguma indústria e uma zona bastante agrícola com atividades perigosas», diz, justificando a urgência de ter este veículo. O presidente da associação referiu ainda que fez chegar recentemente «mais um requerimento, através de um vereador» ao Município para «reforçar a ideia».