A Câmara Municipal de Porto de Mós fez hoje a entrega às Juntas de Freguesia do concelho, de um conjunto de 100 armadilhas para o combate à vespa asiática. Em 2020 o Município já havia entregado um total de 50 dispositivos para o mesmo fim.

No decorrer da ato simbólico, o presidente da Câmara, Jorge Vala, justificou o reforço com mais esta centena de armadilhas pelo facto de o número de ninhos detetados no concelho ter vindo a aumentar substancialmente o que obriga a uma intervenção também mais “musculada”. Enquanto em 2018 foi detetado e destruído, apenas um ninho, em 2019 esse número aumentou para 16 e em 2020 para 34, o que diz bem da capacidade da vespa asiática fazer ninho e se multiplicar.

«O objetivo primeiro de fazermos a entrega das armadilhas é termos parte ativa na eliminação de algo que tanto transtorno tem trazido não só à comunidade mas também ao Ambiente. Este sucessivo aumento de ninhos de vespa asiática diz bem a dimensão do problema que podemos ter se não fizermos nada» sublinhou o autarca.

Carlos Calado, da empresa fornecedora, explicou que as armadilhas para a captura das vespas contêm uma solução que as atrai para ali e «são seletivas na medida em que permitem o acesso a outro tipo de insetos mas só a vespa asiática é que não conseguirá sair». De acordo com o técnico, o local preferencial para a colocação das armadilhas é junto a pontos de água, rios ou lagoas, e a 100 metros de apiários. A probabilidade de haver um ninho na zona onde no ano anterior houve outro, é grande, e daí que o terceiro ponto para instalar as armadilhas deva ser também esse, explicou.

João Bernardo, apicultor portomosense que colaborou com a Câmara nesta iniciativa, explicou o enorme perigo que a vespa asiática representa para os apiários, e defendeu que as armadilhas sejam colocadas o mais rápido possível porque a partir do momento em que os ninhos começam a ser formados já se torna extremamente difícil estancar a reprodução das vespas e o posterior ataque às abelhas.

A entrega dos dispositivos teve lugar junto ao morro de Santo António, em Porto de Mós, espaço que está a ser alvo de uma intervenção, nomeadamente com a plantação de árvores
“autóctones”, no lugar onde antes existiam eucaliptos. Aproveitando a presença de autarcas, forças policiais ligadas ao ambiente e jornalistas, o presidente da Câmara desafiou cada um, em representação da entidade a que estão ligados, a plantar uma árvore assinalando assim o Dia Internacional das Florestas, que se comemora a 21 de março.