A Câmara Municipal de Porto de Mós vai comparticipar em cerca de 75% a primeira fase do projeto de certificação de qualidade das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do concelho, num investimento total a rondar os 12 mil euros. A autarquia mostra-se ainda disponível para apoiar as instituições que queiram passar à segunda parte do projeto que corresponde à fase de certificação de qualidade propriamente dita. A garantia foi dada ao nosso jornal pela vereadora da Ação Social, Telma Cruz, depois de o presidente da Câmara ter anunciado essa mesma disponibilidade na reunião descentralizada que teve lugar na Mendiga no passado dia 7, e onde o autarca referiu que já houve uma reunião com as IPSS e que apesar de não terem estado presentes todos os representantes das 11 que existem no concelho, há informação de que todas querem aderir.

De acordo com a vereadora, «a certificação de qualidade dá credibilidade às IPSS e ao trabalho que levam a cabo porque para obterem esse reconhecimento têm de cumprir determinadas condições e procedimentos que atestam essa mesma qualidade e isso é cada vez mais um fator diferenciador para quem procura os seus serviços. Por outro lado, as IPSS que se queiram candidatar a fundos comunitários têm obrigatoriamente de ser certificadas».

Telma Cruz, reconhece que o processo de certificação é complexo e exigente mas mostra-se convicta de que está ao alcance das IPSS concelhias, até porque, «nalguns casos, já há trabalho feito nesse sentido» mas que, por qualquer motivo, não teve continuidade.

A responsável frisa que as entidades a certificar não vão estar sozinhas. Além da Câmara, na “retaguarda”, procurar dar todo o apoio possível (que vai além da componente financeira), as IPSS do concelho habituadas a trabalhar em rede «decerto não deixarão de trocar experiências e conhecimentos entre si e de se apoiarem mutuamente».

Assim, a primeira fase, que dura cerca de um ano, «irá permitir organizar e estruturar as respostas e práticas existentes de acordo com as normas adequadas às organizações deste setor conferindo às instituições valor e rigor e, consequentemente, melhorar as práticas de todos os beneficiários diretos e indiretos envolvidos». Implementadas as práticas e as respostas consideradas as mais adequadas, a fase seguinte será a da certificação, ou seja, garantir não só que se está a trabalhar de acordo com aquilo que o Instituto de Segurança Social considera serem as melhores práticas para o setor mas que isso está a ser feito com elevada qualidade.

«O que queremos é aumentar o número de IPSS com certificação e, consequentemente, garantir que as instituições cumprem as normas instituídas. Apostamos nesta certificação em rede porque achamos que todos juntos fazemos melhor. Ter IPSS certificadas é bom para as próprias e para o próprio concelho porque nos dá garantias acrescidas de qualidade», conclui a autarca.