Para os amantes de tricô, croché e bordados as campanhas temáticas desenvolvidas pela Rosários 4, sediada em Mira de Aire, já não são novidade. Muitos são aqueles que, ao longo do ano, vão aguardando com entusiasmo o lançamento de mais uma ação e é nelas que vêem um impulso para dar asas à imaginação. A diretora de marketing, Liliana Carvalho, não tem dúvidas da importância de mostrar ao público aquilo que pode ser feito com os fios fabricados pela empresa porque, admite, se por um lado há quem saiba «exatamente o que quer», por outro, existe quem prefira que lhes sejam dadas ideias. Além disso, estas ações ganham uma relevância acrescida porque «impulsionam as vendas» dos fios usados nos projetos. Ainda que sem venda direta ao público, a Rosários 4 tem nas retrosarias o seu público-alvo. «É uma forma de apoiarmos o nosso cliente, que dessa forma também nos apoia a nós», afirma.

Uma das consequências positivas destas campanhas, acredita Liliana Carvalho, é o sentimento que se cria entre pessoas, muitas delas sem se conhecerem pessoalmente, mas que partilham o mesmo gosto por trabalhar «fibras naturais». «Nós sentimos que há sempre uma vontade muito grande do público em aderir a este tipo de iniciativas. Não só pelo projeto em si, mas pelo sentido de comunidade que se vai criando. Existe uma interação muito interessante e bonita, em que as pessoas se apoiam umas às outras», garante.

Prestes a terminar, a campanha mais recente da Rosários 4 está relacionada com a Primavera e a celebração da Páscoa e tem nas flores o seu elemento central. Começou no dia 18 de março com a divulgação da primeira flor (amor-perfeito) e termina esta quinta-feira, dia 1 de abril, com o lançamento da última (margarida). Cada projeto vem acompanhado de tutorial explicativo e vídeo com o passo-a-passo, preparado pela designer, a Filipa Carneiro. «Como são projetos mais rápidos de fazer, são bastante estimulantes e facilmente abraçados pelo público», destaca Liliana Carvalho. Uma das particularidades desta campanha é a de se apelar à criatividade do público. «Nós queremos envolver o público de uma forma mais criativa. Não só executar os projetos mas que eles próprios apresentem sugestões e ideias de utilização», realça. O objetivo é que, à semelhança do que aconteceu no Natal, os projetos executados possam ser oferecidos a entes queridos com quem, por força das restrições provocadas pela COVID-19, não existirão as tradicionais reuniões familiares da Páscoa.