Mais de 200 atletas percorreram a conhecida pista do Figueiredo, durante o Campeonato Nacional de Downhill que se realizou nos dias 10 e 11 de julho e que foi organizado, como tem sido hábito, pelo Clube Desportivo Ribeirense (Ribeira de Cima), em parceria com o Município e com a Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC). Na corrida «mais participada de sempre», segundo a FPC, os grandes vencedores da prova foram Gonçalo Bandeira (atleta individual que revalidou o título) na categoria elite masculinos e Margarida Bandeira na elite femininos a representar a Casa do Povo da Abrunheira. Nos juniores masculinos foi Nuno Reis, da Miranda Factory Team a registar o melhor tempo. Nos cadetes foi Pedro Câmara, do Clube Desportivo Santo António, o mais forte em competição. Destaque ainda para as competições Master: Daniel Pombo (individual) foi vencedor do Master 30, já nos Master 40 foi Ricardo Soares do Bike House DH Team/Guimarães a levar a melhor. João Estevão do Wildpack Algarve Racing venceu nos Master 50 e António Rodrigues da Casa do Povo de Abrunheira nos Master 60. «Pela primeira vez correram ciclistas das categorias de escolas, embora sem atribuição de títulos. O melhor juvenil foi Duarte Ribas do Bike House DH Team/Guimarães, feito imitado por Nui Tai do Wildpack Algarve Racing em infantis», informou a FPC.

O concelho esteve representado pelos atletas do Team Ribeirense DH/Porto de Mós. Destaque para o quarto lugar conquistado por Tomás Barreiros na prova de Elites, onde Francisco Sousa conseguiu também um 7.º lugar. Nos Master 30 Fernando Aires alcançou um quinto lugar e logo a seguir, na sexta posição ficou Luís Cardoso. Ainda na mesma categoria, Ruben Ferreira foi 17.º. O 9.º lugar foi para Marco Teixeira nos Master 40. Quem também esteve a representar Porto de Mós foi Márcio Ferreira (Caniço Riders), antigo campeão nacional, natural do concelho e que ficou em segundo lugar no Master 30.

Organização faz “balanço positivo”

«Acho que a prova correu muito bem, os atletas gostaram da pista, divertiram-se, houve algumas quedas como é habitual, mas não houve ferimentos graves, por isso, acho que foi positivo», começa por frisar a presidente do Clube Desportivo Ribeirense, Marta Silva. A responsável admite ainda que a organização não estava à espera de uma adesão tão grande por parte dos atletas: «Inicialmente, a FPC tinha-nos dito que íamos ter cerca de 170 atletas inscritos e por isso foi uma surpresa para ambos quando, afinal, tivemos mais de 200 atletas», refere. Marta Silva não tem a certeza do motivo para esta forte participação, mas refere como hipótese o facto «do desporto ter estado um pouco parado» devido à pandemia e de este ser um desporto «individual e de baixo risco». «Não sabemos se foi por isso, mas estamos muito satisfeitos, porque realmente não estávamos à espera e é muito bom para nós», acrescenta ainda.

A presidente do GDR assume também que a organização, tendo sempre a COVID-19 à espreita, «foi complicada» porque a todo o momento as coisas podiam mudar. «Há sempre incerteza se afinal se realiza ou não, se pode ou não haver público, se podemos ter lá certas coisas ou não. Dificilmente a prova seria cancelada por ser um desporto de baixo risco de contágio, mas há questões que são uma incerteza até ao fim, mas acabou por correr bem», salienta.

Marta Silva aproveita ainda para agradecer «a todos os voluntários que ajudaram na organização da prova e que se esforçaram para que tudo corresse bem, e aos patrocinadores sem os quais não seria possível promover uma iniciativa desta envergadura e que goza de prestígio a nível nacional».

O downhill estreou-se em Portugal há 30 anos e Porto de Mós foi o seu “berço”. Desde essa altura até hoje têm sido várias as provas de âmbito nacional e internacional a passar pela Pista do Figueiredo e outros locais do concelho. A presença destas provas no concelho fez com que vários portomosenses aderissem ao BTT nas suas várias vertentes, entre elas o downhill.

João Carlos Pereira | fotos