O Município de Porto de Mós foi solicitado no sentido de dar o seu parecer sobre três entidades, duas pertencentes ao concelho de Porto de Mós e uma interconcelhia, no âmbito do Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais – 3.ª Geração (PARES 3.0). O tema esteve em destaque na última reunião de Câmara e as três propostas do CLAS – Conselho Local de Ação Social acabaram por ser aprovadas de forma unânime.

Uma das candidaturas apresentadas foi a «construção de uma estrutura residencial» para «pessoas com deficiência intelectual» da CERCILEI – Cooperativa de Ensino e Reabilitação de Crianças Inadaptadas e que, segundo adiantou o presidente da Câmara, Jorge Vala, está prevista para «30 pessoas». Apesar da ideia ser que o «espaço físico» seja construído nos Marrazes, a vereadora da Educação, Telma Cruz, acrescenta que esse projeto terá como área de influência a população de «Porto de Mós, Batalha e Leiria».

Outra das entidades que apresentou uma candidatura foi o CASSAC – Centro de Apoio Social Serras D’Aire e Candeeiros, com um projeto que ambiciona a «construção de uma estrutura residencial para idosos» com outras valências como: apoio domiciliário e centro de dia. Segundo adiantou Telma Cruz, esta candidatura teve um parecer «bastante elevado» do núcleo uma vez que, em termos de critérios, «satisfazia praticamente todos».

A previsão, feita por Jorge Vala, é de que esta estrutura albergue «39 idosos» e consiga realizar «42 apoios domiciliários e 30 em centro de dia». «É um projeto que faz sentido porque vai dar resposta a uma parte do concelho que não tinha uma estrutura deste tipo, para acolher as pessoas em lar», frisou a vereadora com os pelouros da Ação Social e da Saúde, que fez ainda questão de realçar o facto de este projeto ter uma particularidade «muito interessante»: «Uma unidade de reabilitação» que «faz a passagem do hospital para domicílio», sem haver para isso, a necessidade do utente ter que permanecer na instituição.

A terceira candidatura passa pela reestruturação da Santa Casa da Misericórdia de Porto de Mós, munindo a instituição de outras condições, «com carácter inovador, a nível tecnológico». «A instituição já tem 500 anos e algumas normas já não estão de acordo com as exigências atuais. No fundo, eles estão a modernizar-se para dar as melhores condições aos seus utentes», destacou Telma Cruz. Neste caso, não está previsto um aumento de capacidade porque o objetivo do projeto passa pela «adaptação e reabilitação dos espaços».

Próximo passo será submissão à Assembleia Municipal

Após reunião e análise do núcleo executivo, composto por: Câmara Municipal de Porto de Mós; Segurança Social; CASSAC; Associação Serviço e Socorro Voluntário de São Jorge; USS Dom Fuas Roupinho, foi atribuída a cada candidatura uma pontuação com base em oito critérios, definidos pela Segurança Social: «Pertinência, subsidiaridade, concertação, parcerias, inovação, divulgação, empregabilidade e sustentabilidade». No fim, os três projetos obtiveram um «parecer positivo» e agora o próximo passo é submeter à Assembleia Municipal, que vai discutir o assunto no próximo dia 4 de dezembro.