Dois anos depois, o folclore regressou ao Arrimal. Pela 32.ª vez, o Rancho Folclórico Luz dos Candeeiros organizou, no passado dia 29 de maio, o Festival de Folclore, um evento inserido na comemoração dos 35 anos do Rancho – assinalados a 22 de maio – que decorreu no Centro Cultural, Recreativo e Desportivo de Arrimal.

Depois de uma paragem forçada pela pandemia, o presidente do Rancho, Luís Carlos, confessa que este regresso, há muito esperado, veio «na altura certa» para os 50 elementos que compõem o grupo: «Havia um grande desejo de regressarmos ao convívio dos ensaios, das atuações e de estarmos em família. Era disso que precisávamos. Se estivéssemos mais um ano parados não sei se esse desejo não se iria perder». Para trás ficou um período conturbado que dificilmente sairá da memória de quem o viveu. «Dos 35 anos de história do grupo, estes foram talvez os dois anos mais difíceis do Rancho Folclórico Luz dos Candeeiros. Por isso, estávamos com grande expectativa de começar as atividades», admite. Essa vontade de retomar o que a pandemia suspendeu foi também demonstrada pelo público, que respondeu em força ao evento. «Estava um público muito aceitável para um festival que já não se realizava há dois anos», considera o presidente do Rancho, em jeito de balanço.

O evento teve início com a entrega de seis medalhas de mérito aos elementos que já fazem parte do Rancho Folclórico Luz dos Candeeiros há 10 e 25 anos. Seguiu-se a atuação precisamente do Rancho “da casa” que levou a palco cinco modas. Primeiro Passe Catre, depois Silva Verde, seguiu-se Fandango, Verde Salsa e por fim Fado. À semelhança do que costuma fazer em todos os espetáculos, a meio da atuação o grupo «deixou a dança de parte» e presenteou o público com a apresentação dos trajes que envergavam. «Fazemos questão de explicar a dança e a razão pela qual estamos vestidos daquela forma. A maioria dos grupos passa entre 20 a 25 minutos em palco a dançar, desde o primeiro até ao último segundo, e para quem está a assistir, torna-se muito cansativo», reconhece Luís Carlos.

À atuação do grupo anfitrião seguiram-se as dos grupos convidados, de diferentes regiões. Primeiro o Rancho Folclórico de Pouca Pena (Baixo Mondego), depois o Rancho Folclórico Sampaense (Beira Alta), o Grupo Folclórico da Casa do Povo de Santa Cruz do Bispo (Douro Litoral), o Grupo Folclórico e Etnográfico de Albergaria-a-Velha (Baixo Vouga) e, por fim, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho (Estremadura). «Nós já sabíamos o valor dos grupos convidados e realmente não dececionaram. Acrescentaram muito valor ao Festival», sublinha o presidente do Rancho, revelando que todos os grupos já estavam convidados desde 2020.

Rancho Folclórico de Pouca Pena (Baixo Mondego)

Rancho Folclórico Sampaense (Beira Alta)

Grupo Folclórico da Casa do Povo de Santa Cruz do Bispo (Douro Litoral)

Grupo Folclórico e Etnográfico de Albergaria-a-Velha (Baixo Vouga)

Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho (Estremadura)

Fotos | Jéssica Silva