Foto: Isidro bento

Desde a reabertura em abril deste, após obras de reabilitação, até ao final de novembro, já passaram pelo castelo de Porto de Mós, 18 152 pessoas, «um número significativamente acima daquilo que aconteceu nos últimos anos» sublinhou o presidente da Câmara, Jorge Vala, na reunião descentralizada daquele órgão autárquico que teve lugar esta terça-feira, 3 de dezembro, no Alqueidão da Serra.

De acordo com dados revelados pelo autarca, em 2017 o monumento nacional foi visitado por 15 332 pessoas. Em 2016, acolheu 14 mil visitantes e em 2015, foram 11 308. No ano de 2014 houve 10 571 visitas e em 2013 recebeu 8 474 turistas nacionais e estrangeiros.

Das 18 152 pessoas que este ano já visitaram o castelo de Porto de Mós, 72 por cento eram portugueses. A seguir, muito abaixo em termos percentuais, surgem os franceses com 8,7 por cento. Empatados no terceiro lugar, brasileiros e espanhóis (4%). Depois dos alemães (2,9%) os ingleses (1,5%) e os holandeses (1%) e a encerrar, Itália com 0,5%. Sem especificar os países de origem, disse também que «1,49% dos visitantes vieram da América do Norte, 1,49% da América do Sul, 0,75% de países do leste e 3,4% de outros países». Refira-se a título de curiosidade que nestes oito meses o castelo recebeu a visita de 16 asiáticos.

Visivelmente satisfeito com este aumento do número de visitantes, para Jorge Vala isso não é fruto do acaso mas, em parte, consequência das obras realizadas que permitiram, nomeadamente, torná-lo acessível a pessoas com mobilidade reduzida e invisuais. O autarca garantiu que o esforço de dar maior visibilidade ao castelo e de o tornar mais “atrativo” aos olhos dos visitantes vai continuar sempre com o acompanhamento e a supervisão por parte das entidades responsáveis.

«Além do espaço estar reabilitado conta com profissionais especializados para fazerem visitas guiadas e estamos a ultimar um programa de visitação e um projeto educativo» revelou adiantando que «a vereadora da Educação manifestou aos senhores professores do concelho a disponibilidade para poderem realizar uma aula no castelo, seja de que disciplina que for, de modo a que os alunos possam contactar com a realidade do monumento porque o que se constata é que grande parte não conhece a história do castelo». Há, ainda, a hipótese, nalguns casos, de conhecer o monumento pela mão de um grupo de teatro profissional, o que faz com que o turista seja de algum modo transportado para os tempos áureos do castelo. «No final, os grupos podem levar para casa um vídeo que regista essa experiência».

Outra das novidades é o projeto de musealização que está ainda em análise na Direção Geral do Património Cultural. Se for viabilizado, o castelo que já ostenta o título de “inclusivo”, tornar-se-á, crê o autarca, mais acessível a todos. Haverá, ainda, a hipótese de fazer visitas guiadas com georeferenciação para poder conhecer toda a sua história e os seus espaços.
Segundo Jorge Vala, a intenção da Câmara é que o castelo se torne o motor para a visitação do resto do concelho e nesse sentido estão a ser desenvolvidas rota que partindo dali farão a ligação com outros pontos de relevo em termos turísticos no concelho e na região.